09/11/2016 – Atualizado em 09/11/2016
Opinião: “Ação de intolerância assusta e revolta, mas também nos impulsiona a exigirmos das autoridades constituídas a apuração dos fatos (…)”
Por: Marcio Ribeiro
Um grupo de alunos hostilizou o cinegrafista da TV MS Record, Odimar Moraes. De acordo com o profissional, ele foi agredido verbalmente e fisicamente enquanto captava imagens para o fechamento de matéria sobre ocupação no campus I da UFMS. Fato teria ocorrido na manhã de ontem (8) em Três Lagoas.
O jornalista Rogério Potinatti, saiu em defesa do colega de trabalho e repudiou atitude em uma publicação em sua página no Facebook. “Ele foi sozinho captar imagens para um VT que estávamos fechando e passou a ser confrontado, agredido verbalmente, teve o direito constitucional de desempenhar sua função tolhido por alguns manifestantes e chegou a ser empurrado por um dos estudantes com um rodinho de madeira, além de ser rechaçado e cercado pelos manifestantes que atacaram-no verbalmente com palavras de ordem. Ouviu, dentre outras coisas, ‘que a imprensa não era bem vinda ali’ e que ‘não tínhamos autorização para filmar nada'”, postou Rogério.
O repórter ainda continuou seu manifesto na Rede Social. “Importante colocar que a imprensa no Brasil é livre, conforme reza lei específica publicada em 1953 e qualquer ato que possa atrapalhar um jornalista no exercício de suas funções é crime! Em nenhum momento o cinegrafista invadiu, constrangeu ou atacou ninguém, conforme provam as imagens captadas no local. Portanto ele tinha o direito de exercer seu trabalho com segurança e tranquilidade”, escreveu.
O profissional de imprensa também se disse favorável às manifestações. “Somos a favor das manifestações, mas também defendemos a liberdade de imprensa, o acesso livre à informação e principalmente o respeito ao ser humano. Esperamos, sinceramente, que este movimento traga frutos positivos tanto para os manifestantes, quanto para a sociedade de forma geral, mas não podemos compactuar com violência ou falta de respeito de nenhuma das partes”, ponderou.
Opinão:
Outros meios de comunicação de Três Lagoas, a exemplo da Rádio Caçula, também repudiam a ação vexatória e descabida ao profissional de imprensa. Causa-nos indignação tamanha truculência, ainda mais proveniente de jovens que se dizem “acadêmicos” de curso SUPERIOR (!). Sabemos que os ensinamentos contidos na grade curricular que esses alunos recebem são compatíveis com a Lei, Ordem, Decência, Justiça, Direitos Humanos e a Paz entre os Povos. Por isso mesmo, ação de intolerância contra profissional da imprensa assusta e revolta, mas também nos impulsiona a exigirmos das autoridades constituídas a apuração de tal atitude que afronta a imprensa livre.
E essa liberdade em reproduzir os fatos com isenção e responsabilidade deve incomodar a alguns que tem algo a esconder e por isso temem a VERDADE!




