Região da Zona da Mata enfrenta enchentes, deslizamentos e busca por desaparecidos após precipitações históricas neste fim de fevereiro
Fortes chuvas que atingem o estado de Minas Gerais desde o início da semana têm provocado enchentes e deslizamentos de terra, deixando um rastro de destruição e vítimas na região da Zona da Mata. As cidades mais afetadas são Juiz de Fora e Ubá, onde equipes de resgate seguem trabalhando nas buscas por desaparecidos.
Segundo balanço mais recente divulgado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o número de mortos já chegou a 46, com pelo menos 21 pessoas ainda desaparecidas. A maior parte das vítimas foi registrada em Juiz de Fora, que contabiliza 40 óbitos, enquanto Ubá confirmou seis mortes relacionadas aos temporais.
As chuvas intensas causaram o transbordamento de rios, deslizamentos e alagamentos, deixando milhares de pessoas fora de suas casas. Em Juiz de Fora, estima-se que cerca de 3 mil moradores ficaram desabrigados, enquanto outras centenas estão desalojadas, ou seja, tiveram de sair de casa temporariamente e se refugiar com familiares ou em abrigos públicos. Em Ubá, dezenas de famílias também perderam suas residências ou foram obrigadas a deixá-las por risco de novos deslizamentos.
As equipes de emergência relatam que algumas áreas ainda estão isoladas devido ao volume de lama e detritos, o que dificulta as operações de resgate e o acesso a serviços essenciais. Autoridades estimam que o acumulado de chuva em algumas partes de Minas Gerais dobrou a média histórica para o mês de fevereiro, contribuindo para a magnitude do desastre.
Governos estadual e federal mobilizam recursos para auxiliar as vítimas, com atuação conjunta de forças de segurança, Defesa Civil e unidades de saúde. Moradores de áreas de risco foram orientados a buscar abrigo em locais seguros, e escolas foram temporariamente fechadas em diversas localidades atingidas.
O impacto das chuvas reforça a necessidade de ações preventivas e mecanismos de resposta rápida diante de eventos extremos de precipitação, que se tornaram mais frequentes em diferentes regiões do país. Autoridades continuam atualizando os números à medida que avançam os trabalhos de busca e atendimento às comunidades afetadas.


