Aline Araújo detalhou sobre as novidades para 2026, além das parcerias estratégicas e o impacto econômico para os artesãos locais
A presidente da Casa do Artesão de Três Lagoas, Aline Araújo, foi a entrevistada desta terça-feira, 04, do Café da Manhã, da 96 Caçula. Durante a conversa, ela anunciou o retorno dos cursos oferecidos pela entidade, apresentou as novidades para 2026 e fez um balanço positivo das ações realizadas no último ano.
Segundo Aline, os cursos voltam oficialmente no dia 14 de março e atendem a uma demanda constante da comunidade. “Muitas pessoas nos procuram perguntando quando as aulas retornariam. Pensamos em algo que envolvesse sustentabilidade e geração de renda”, explicou.
Entre as capacitações oferecidas estão o curso de boneca de fuxico, produzido a partir de retalhos que seriam descartados e o curso de crochê para iniciantes. O objetivo é unir reaproveitamento de materiais, valorização da arte manual e oportunidade de renda extra.
O curso de fuxico terá investimento aproximado de R$ 95, com material à parte, mas disponível em kits acessíveis na própria Casa do Artesão. Já o curso de crochê custa R$ 45 e inclui o material. As inscrições seguem até o dia 13 de março e as vagas são limitadas.
Durante a entrevista, Aline também destacou o desempenho da Associação Costa Leste de Artesãos (Clames) em 2025. Segundo ela, o ano marcou uma retomada significativa após o período pós-pandemia.
A estimativa é de que mais de R$ 150 mil tenham sido repassados diretamente aos artesãos do município ao longo do ano passado. Esse valor é resultado das vendas realizadas na Casa do Artesão, em uma loja instalada dentro da fábrica da Suzano, além de outros pontos de comercialização e exposições fora do Estado.
Entre os destaques está a presença de produtos no Rio de Janeiro, ampliando a visibilidade do artesanato sul-mato-grossense em âmbito nacional. A presidente ressaltou que a associação não recebe aporte fixo de recursos públicos e que sua manutenção depende da mensalidade dos artesãos e de uma taxa de 10% sobre as vendas, destinada a custear despesas administrativas e tributárias.
A parceria com a Suzano foi apontada como um divisor de águas para a associação. Um dos exemplos é a produção de canecas personalizadas com elementos regionais, como capivaras e tamanduás, distribuídas em ações institucionais. Aline destacou ainda que as encomendas são divididas entre os artesãos capacitados, garantindo que a renda seja compartilhada de forma equilibrada entre os participantes da associação.
Um dado que chama atenção é que cerca de 90% do público consumidor da Casa do Artesão é formado por turistas e visitantes de outras cidades. Apenas 10% das vendas são destinadas ao público local. “Hoje temos produtos a partir de R$ 2 até peças que chegam a R$ 500 ou R$ 600. Temos artesanato para todos os gostos e bolsos”, afirmou.
Aline reforçou a importância de a população três-lagoense valorizar a produção local e conhecer o espaço, que está localizado na região central da cidade, de frente à Lagoa Maior. Ela também anunciou que, em março, mês do artesão, a associação estará em Campo Grande representando Três Lagoas em um evento promovido pela Fundação de Cultura. “Vamos levar o nome do nosso município e mostrar a força do nosso artesanato”, concluiu.


