Policial – 21/07/2012 – 21:07
No último dia 11, quarta-feira, a reportagem da Rádio Caçula recebeu a denúncia de uma ouvinte, que supostamente foi vítima de um furto em sua residência da sua cachorrinha chamada “Nina” que é o “mimo” da família. O mais interessante é que segundo ela, quem furtou a cadelinha foi o locador da residência em que vive, por não aceitar o animal naquele local, conforme disse a denunciante indignada.
O CRIME
Na segunda-feira (09), a cachorrinha de E. F. S. (19) desapareceu. Segundo E. F. S. e seu esposo A. A. S. deixaram Nina (cadelinha poodle) na residência e sairam. O casal ao chegar à residência e notou a ausência de Nina, que sempre vai ao seu encontro, e começaram a procura-la por toda a casa. Ao perguntarem a uma vizinha, se a mesma tinha visto o animal, foi informada que só ouviu um barulho de portão se abrindo e pensou ser o casal chegando, não dando atenção ao fato. Ambos saíram para procurar a cadelinha pelo bairro, pois se ausentaram somente 15min e poderiam encontra-la nas redondezas. Após 2h de procura, desistiram pensando que se alguém tivesse a encontrado, provavelmente não a devolveria, porque a cadelinha que é muito bonita e mansa. Foi registrado o Boletim de Ocorrência na 1ª DP (Delegacia de Polícia).
Posteriormente, E. F. S. chega em sua casa muito nervosa, quando recebeu uma ligação em seu celular reconhecendo a chamada de “J. R.”, locador da casa onde a vítima é inquilina. Ao atender E.F.S pergunta de Nina, afirmando que sua cadela havia sido furtada por alguém que teria entrado em sua residência sem a sua autorização, quando o homem respondeu que havia pego a cadelinha e não iria devolver, mas sim, entrega-la somente para o Centro de Zoonoses.
Com o passar do tempo ela liga para o 190, e os policiais pedem para a mulher ligar para a Polícia Civil, onde foi registrado o Boletim de Ocorrência. No outro dia, o esposo de (E. F. S.) vai até a 1ª DP para pedir providencias, e resolvem ir até a casa do locador J. R. Ao tocar o interfone, não tiveram resposta. Um dos policiais chama em voz alta dizendo ser policial, quando J. R. abre a porta, olha para o policial e sai para um local ignorado sem dizer uma única palavra. A dona da cadelinha “Nina” fica em frente de sua residência até as 03h da madrugada, esperando seu vizinho sair para reaver seu cão, sem qualquer sucesso.
Na terça-feira (10), o casal ao acordar vai até a casa de J. R. e verifica sua ausência. Como o homem havia dito na chamada que iria deixar sua cachorra no Centro de Controle de Zoonoses, pede para seu marido ir até o local, quando ao chegar procura por Nina e não a encontra,
Por volta das 09h, o Centro de Controle de Zoonose liga afirmando que encontraram em frente do portão uma caixa de papelão fechada e no seu interior estava a cadelinha poodle de lacinho azul na cabeça. Ao chegar os servidores do centro contam que a cadelinha estava na caixa fechada, ficando sómente com a cabeça para fora. De volta à sua residencia J. R. , com o cachorro, tenta falar com o seu vizinho que estava na calçada sobre o fato, e ele a ignora, dizendo não ter nada para falar com ela.
O VIZINHO
A reportagem da Rádio Caçula entrou em contato com o vizinho para saber sua versão dos fatos.
J. R. disse a reportagem ” não tenho nada haver com essa história, eu não peguei cachorro nenhum, não vou atrás, quero que esse cachorro desapareça, “não tô nem ai, não tô preocupado e pronto tá, não vou mexer com esse assunto. O contrato de locação especifica que o local é do tipo condomínio, e todos têm que respeitar minha determinação, eles não respeitaram minha determinação, eu falei para ele (o locador) que aqui não entra nem criança, nem cachorro. O problema é o local ser pequeno, ser condomínio, ter vários escritórios, não tenho nada contra animais” afirmou.
“Se caso ela aparecer com esse cachorro aqui, caso ela achar esse cachorro, pode ter certeza que quem vai tomar providências sou eu, eu tenho vários meios legais pra tirar esse cachorro daqui, eu vou ao fórum, pego ordem judicial ou através de ação de rescisão de contrato, porque o cachorro esta atrapalhando todo mundo, inclusive vou tirar eles daqui, todos os vizinhos reclamam, está atrapalhando o trabalho dos escritórios.”
“Eu não aceito animal aqui, eu não tenho nada haver com o sumiço do animal, e pronto e acabou, é só verificar as leis de condomínios, quando existe cachorro pequeno, 24 horas tem alguém cuidando.”
“B.O. não vale nada, eu vou fazer 10 B.O.s contra ela e daí? Não tem problema. Nem eu estou preocupado, eu não tenho nada haver com B.O, eu não tenho nada com essa história” encerrou.
SUPOSTA EXTORSÃO
Depois que conversou com a reportagem da Rádio Caçula, J. R. afirmou ter recebido uma extorsão, originada de uma ligação anônima, voz de homem, dizendo que se ele não pagasse R$ 20.000,00, devido a acusação do cachorro, iriam continuar levando a Rádio Caçula atrás dele e interrogou os repórteres, se caso a diretoria tinha conhecimento da extorsão.
J. R. conta que na primeira ligação não atendeu, pois não atende números desconhecidos, na segunda ligação insistiram tanto, que ele atendeu, era uma voz de homem, que tentou extorqui-lo e não conseguindo o que queria desligou. Ao ser perguntado para J. R. porque ele não procurou a Polícia para registrar um Boletim de Ocorrência, ele afirmou que só tinha o número e não o nome da pessoa.
“Eu não estou preocupado com isso, nem com eles, estou preocupado com vocês, se vocês têm conhecimento do fato, não adianta nada eu ir à polícia e a Rádio Caçula continuar me perturbando por ordem deles”, afirmou o vizinho.
“Bom a verdade é que eu proibi a entrada de cachorro aqui e então ela está fazendo chantagem comigo para ganhar R$ 20.000,00, e estão aproveitando de vocês”. “Eu não aceito animal aqui, eu não tenho nada haver com o sumiço do animal, e não sou só eu, ninguém aceita, qualquer condomínio não aceita animal, eles pagam em atraso o aluguel, deixam de pagar água, luz e de prestar contas, é um povo esquisito, não faz reparo do imóvel, isso é outra história”. “Eu liguei para informar da extorsão, o número que me ligou é (67) 3522-3035, eu tentei ligar imediatamente, pra identificar a origem, várias vezes e não atende, inclusive se a pessoa estivesse lá, teria atendido”, encerrou.
A reportagem aconselhou J. R. a acionar a Polícia Militar.
CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSE
A reportagem entrou em contato com Maria, servidora do Centro de Combate de Zoonoses, que disse que encontraram a cachorra dentro de uma caixa de papelão amarrada, com a cabeça para fora, e seria um senhor que havia abandonado o cão.
POLICIA MILITAR AMBIENTAL
O Policial Militar Ambiental, Cabo Godoy, foi informado do caso pela reportagem, que perguntou qual o procedimento será executado mediante o crime.
“Nesse caso o responsável pelo crime será intimado a comparecer na delegacia para prestar depoimento ao Delegado, conforme a averiguação, for condenado, pode responder pelo crime de furto e maus tratos, e não sairá sem punição”, afirmou.
Fonte: Da redação


