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Canibais de Garanhuns: Acusados vão a júri após laudo apontar que eles não têm problemas mentais

26/11/2013 – Atualizado em 26/11/2013

Canibais de Garanhuns: acusados vão a júri após laudo apontar que eles não têm problemas mentais

Eles respondem pelas mortes de três mulheres; trio está preso no interior de PE

Por: R7

O Instituto de Criminalística de Recife (PE) divulgou nesta terça-feira (26) o laudo conclusivo que aponta que o trio conhecido como “Canibais de Garanhuns” não possui nenhum tipo de desvio mental e que os três podem responder pelos próprios atos. Sendo assim, Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, 52 anos, Isabel Cristina Pires da Silveira, 52 anos, e Bruna Cristina de Oliveira da Silva, 23 anos, devem ir a júri popular. O Tribunal de Justiça do Estado informou que a audiência ainda não tem data para ocorrer, mas deve ser agendada nos próximos dias.

O trio é acusado de três mortes, duas em Garanhuns e uma em Olinda. O laudo foi enviado às duas cidades para conhecimento da Polícia Civil. Os exames de sanidade foram pedidos em julho de 2012 durante a primeira audiência realizada do caso. Na imagem, cova onde corpos foram achados em Garanhuns .

Em Garanhuns, os três respondem pelos homicídios triplamente qualificados de Giselly e Alexandra, ocultação e vilipêndio de cadáver (desrespeito ao corpo) e furto. Em Olinda, o trio foi acusado de homicídio quadruplamente qualificado; ocultação e vilipêndio de cadáver, de Jéssica. Uma filha dessa terceira vítima, ainda criança, foi criada pelos acusados até a polícia descobrir os crimes. Na época, eles disseram que mataram mais de oito mulheres, mas somente três corpos foram achados até hoje.

O caso teve grande repercussão, inclusive internacional. Eles usavam parte dos corpos das vítimas para rechear salgados, como coxinhas e empadas. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelas investigações em Garanhuns, Weslei Fernandes. O delegado contou que os criminosos escolhiam as mulheres que acreditavam ser “pessoas más” para virarem suas vítimas e comiam a carne como um ato de purificação. Na imagem, a foto de uma das vítimas.

A polícia chegou aos corpos com a ajuda da criança que vivia com o trio, que tinha apenas cinco anos. Ela teria presenciado os assassinatos e comido a carne da própria mãe. Os corpos estavam enterrados em dois buracos construídos no fundo da casa. Outro buraco estava sendo feito e a polícia acredita que seria para uma terceira vítima. Na foto, outra vítima morta em Garanhuns.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

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