Valor mínimo é de R$ 600, mas média do benefício chega a R$ 690 com adicionais
A Caixa Econômica Federal realiza nesta quinta-feira (19) o pagamento da parcela de fevereiro do Bolsa Família para beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas, com os adicionais previstos no programa, a média paga às famílias chega a R$ 690,01.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa de transferência de renda do Governo Federal alcança neste mês 18,84 milhões de famílias, com investimento total de aproximadamente R$ 13 bilhões.
Além do valor base, o Bolsa Família inclui benefícios complementares. Entre eles, o Benefício Variável Familiar Nutriz, que garante seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses de idade, com objetivo de assegurar a alimentação da criança. Há ainda acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes, adicional de R$ 150 para cada criança de até 6 anos e mais R$ 50 para filhos de 7 a 18 anos.
No modelo tradicional, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês, conforme o final do NIS. Os beneficiários podem consultar informações sobre datas, valores e composição das parcelas pelo aplicativo Caixa Tem, que permite acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Em fevereiro, moradores de 171 cidades de oito estados receberam o pagamento antecipadamente, no dia 12, independentemente do NIS. A medida contemplou principalmente 122 municípios do Rio Grande do Norte afetados pela seca, além de localidades na Bahia (14), Paraná (12), Sergipe (11), Roraima (6), Amazonas (3), Piauí (2) e Santa Catarina (1).
Segundo o governo federal, as cidades beneficiadas enfrentam situações de emergência provocadas por chuvas, estiagens ou possuem povos indígenas em condição de vulnerabilidade social.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família deixaram de ter desconto do Seguro Defeso. A alteração foi estabelecida pela Lei nº 14.601/2023, que retomou o programa social. O Seguro Defeso é destinado a pescadores artesanais que não podem exercer a atividade durante o período da piracema, quando ocorre a reprodução dos peixes.
Atualmente, cerca de 2,51 milhões de famílias estão enquadradas na chamada regra de proteção. O mecanismo permite que famílias que aumentaram a renda, principalmente após ingresso no mercado de trabalho, continuem recebendo 50% do benefício por um período determinado, desde que cada integrante tenha renda de até meio salário mínimo.
Em 2025, o tempo máximo na regra de proteção foi reduzido de dois anos para um ano, mas a mudança vale apenas para famílias que entraram nessa fase a partir de junho daquele ano. Quem já estava na transição até maio de 2025 permanece com o prazo anterior de dois anos.
com informações agência Brasil


