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domingo, 28 de junho, 2026

“Bullying” para acabar com “bullying”?

16/03/2014 – Atualizado em 16/03/2014

Por: Cronicas do cotidiano

Na semana passada, cheguei na sala de estar e encontrei minha sogra Valderez cochilando diante da TV. Estava ligada na série Malhação, dirigida a adolescentes. Na tela, um senhor aparentemente gay humilhava os rapazes de um colégio dentro de um ambiente que parecia ser um ginásio. A princípio, achei que era aula de educação física. Com rosto e gestos de desprezo, estava obviamente atacando aqueles que queriam ser “machistas”. Forçou-os a colocarem saias de balé. Enquanto isto, discursava, de maneira irritada e desafiadora, contra “preconceito”. Fiquei estarrecida com a cena mais gritante de bullying por um professor que já vi na vida. E olhe que tive alguns professores craques em humilhar seus alunos psicologicamente! Pensei—será que ninguém enxerga que isto é bullying?!

Hoje fui p’ra Internet para saber mais sobre o assunto e para ver se alguém mais teve esta mesma reação sobre aquele programa. Não passei muito tempo procurando, mas apenas encontrei repetecos daquilo que a Globo escreveu sobre o assunto. (Podem ler no fim deste comentário). Descobri que o professor era um diretor de teatro convidado para a Semana Literária do Colégio Quadrante e que o programa todo foi construído CONTRA o bullying. Parece que quando é por uma causa politicamente correta, professor não apenas pode deixar a literatura para trás, mas pode pegar uma turma para agredir verbalmente e humilhar à vontade. Será que pode mesmo? Pais, pensem! Qual a opção de comportamento que sobraria para o filho de uma família crente se ele estivesse inserido naquele ambiente criado pela Globo?

Eu não vi o que veio antes, nem o que aconteceu depois. Não estou dizendo que os meninos “hétero” fizeram coisa boa. Mas afirmo que VIVEMOS NUM MUNDO ONDE AS PESSOAS ACABAM LEGITIMANDO AQUILO QUE CONDENAM, EM PROL DAS CAUSAS QUE APROVAM. O que aquele professor fez para tentar corrigir aquilo que percebia como erro também foi bullying. Ele usou sua posição e autoridade para intimidar e manipular seus alunos psicologicamente a fazer algo contra a sua vontade e, mais ainda, talvez contra a sua consciência.

Temo que, mais e mais, os nossos filhos e netos serão sujeitos a isto nas escolas seculares que pretendem promover ações contra “preconceito”. Declaro que humilhar é errado em qualquer contexto.

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