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sábado, 10 de outubro, 2026

Brasil eleva projeção de superávit para US$ 90 bilhões em 2026

Exportações batem recordes, impulsionadas pelo petróleo, soja e carnes; saldo da balança comercial pode registrar o segundo maior resultado da história do país

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revisou para cima a projeção do superávit da balança comercial brasileira em 2026. A estimativa passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões, um crescimento de 32,3% em relação ao saldo registrado em 2025, que foi de US$ 68,1 bilhões.

Caso a previsão se confirme, o resultado será o segundo maior da série histórica, ficando atrás apenas do recorde alcançado em 2023.

A revisão foi anunciada nesta sexta-feira (3) após o governo constatar um desempenho superior ao esperado das exportações brasileiras durante o primeiro semestre do ano. Mesmo diante de desafios como a guerra no Oriente Médio e as novas tarifas impostas pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump, as exportações brasileiras cresceram 11,5% nos seis primeiros meses de 2026.

Exportações e importações crescem acima do esperado

Além da projeção do superávit, o MDIC também atualizou as estimativas para o fluxo total do comércio exterior brasileiro.

A expectativa agora é que o Brasil exporte US$ 394,4 bilhões até o fim do ano, cerca de US$ 30,2 bilhões acima da previsão divulgada em abril.

As importações também foram revisadas e devem alcançar US$ 304,4 bilhões, acima da estimativa anterior, que era de US$ 292,1 bilhões.

Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do ministério, Herlon Brandão, a revisão reflete o forte ritmo das operações comerciais do país.

“Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”, destacou.

Junho registra exportações históricas

Os novos dados foram divulgados juntamente com o desempenho da balança comercial de junho, que apresentou números expressivos.

No mês, o Brasil registrou um superávit de US$ 9,8 bilhões, impulsionado por exportações recordes de US$ 36,3 bilhões, crescimento de 24,9% em relação ao mesmo período de 2025.

As importações também cresceram, totalizando US$ 26,5 bilhões, alta de 14,4%.

Grande parte desse resultado foi impulsionada pelo excelente desempenho da indústria extrativa, cujas exportações aumentaram 58,4%.

Petróleo lidera crescimento das vendas externas

O petróleo bruto foi o principal destaque das exportações brasileiras em junho.

Segundo o MDIC, o aumento foi provocado tanto pela valorização internacional da commodity quanto pelo crescimento do volume embarcado.

Na comparação com junho do ano passado:

  • o preço internacional do petróleo subiu 67,6%;
  • o volume exportado aumentou 6,8%.

Também contribuíram para o desempenho positivo as exportações de soja, além do crescimento nas vendas de carnes, combustíveis e farelo de soja, fortalecendo os resultados da agropecuária e da indústria de transformação.

Saldo positivo no primeiro semestre

Entre janeiro e junho, a balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 42,4 bilhões, superando com folga os US$ 30,2 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

No semestre, as exportações somaram US$ 184,8 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 142,4 bilhões.

Os números reforçam o bom momento do comércio exterior brasileiro e aumentam a expectativa de que 2026 encerre com um dos melhores resultados da história das exportações nacionais, sustentado principalmente pelo desempenho do agronegócio, do petróleo e da indústria de transformação.

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