Geral – 21/01/2012 – 13:01
E qual foi a sensação de vencer o reality, sendo o primeiro brasileiro a chegar a este título?
Essa vida nos Estados Unidos, mesmo antes do reality, sempre foi uma pressão muito grande. Eu cheguei a ter só três dólares no bolso. Mas eu nunca desisti, nunca parei de correr. Parece que eu estava só aguentando tudo e, quando estourou, foi muito bom, emocionante.
Você era o único brasileiro na casa do TUF, convivendo com um monte de norte-americanos, e até se meteu em algumas discussões. Foi uma experiência complicada?
Para mim foi fácil estar lá, passei três anos longe da minha família, então passar três semanas com os gringos foi tranquilo. Eles só não tinham noção do perigo de vir tirar onda. Comigo não pode, eu levo a sério. Estava lá para competir, não para ficar de bobeira fazendo amizade.
Já há planos para o futuro? Você pretende manter este jeito agressivo para chegar ao cinturão?
Eu estou esperando os caras me ligarem em breve, porque já estou “brabo”. Tenho que treinar e lutar. E meu estilo é assim porque sou fã do Wanderlei Silva. Os caras falam que ele já devia ter parado, mas precisam respeitar. Quero ser como ele, só vou parar quando estiver muito velho. Quanto ao cinturão, isso é uma coisa séria, é uma briga para chegar lá. Vou devagar.
Hoje em dia o seu conterrâneo José Aldo é o detentor do título. Como você vê isso?
Então, nós temos o Aldo, que também é de Manaus, como campeão, e quero que ele segure esse cinturão por um bom tempo. Mas o pessoal de lá não quer ver a gente lutando. Tomara que num futuro ele suba para os leves, como já falou, e aí poderemos ser campeões cada um em sua categoria.
Por fim, Diego, o que você diria a quem vai participar da primeira edição brasileira do The Ultimate Fighter?
A dica que dou para os caras é ser você mesmo. Tem que representar mesmo, lutar e amassar todo mundo. Tem que ir com tudo, porque o passaporte para o UFC é só para o campeão.
Fonte: Uol


