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quinta-feira, 28 de outubro, 2021

Bombeiros enfrentam situações extremas no combate aos incêndios no Pantanal

Os bombeiros que estão na linha de frente no combate aos focos de calor no Pantanal de Corumbá enfrentaram duas situações extremas nas últimas 72 horas.

Entre as ocorrências, estão incêndios ameaçando a escola-internato Jatobazinho, que abriga 60 crianças ribeirinhas, e a extensa linha de foco que se concentrou na região do Bracinho, margeando o Rio Paraguai-Mirim. 

Nesta área, o clarão do fogo era observado nas cidades de Corumbá e Ladário.

No Jatobazinho, projeto social que alfabetiza crianças das comunidades situadas às margens do Rio Paraguai, ao norte de Corumbá, o fogo ameaçou a escola e os abrigos até a chegada de uma guarnição do Corpo de Bombeiros, formada por 11 bombeiros, e foi controlado. 

Em depoimento, os funcionários disseram que a presença dos bombeiros foi providencial para evitar o pior. “Chegaram na hora certa, orientando a nossa brigada voluntária”, relataram.

Redemoinho ameaçador

O fogo no Paraguai-Mirim, um dos afluentes do Rio Paraguai, começou na tarde de sábado e se alastrou por uma área de vegetação baixa inundada antes da seca.

Foram deslocados 30 bombeiros para a área, de difícil acesso, com apoio aéreo dos Air Tractors, com lançamentos simultâneos de água. 

O combate se prolongou por toda a noite de sábado e madrugada de ontem, com densa fumaça encobrindo a região e impedindo a operação das aeronaves.

“Olhando no mapa disponibilizado pelo satélite este incêndio era assustador, mas em campo foi menos intenso e conseguimos controla-lo”, afirmou o tenente-coronel Wander Valdivino Meirelles, atualmente comandante da Operação Hefesto, que tem como base a cidade de Corumbá e está no seu 84º dia. 

“A grande dificuldade foi o deslocado do nosso pessoal, que caminhou mais de uma hora até a linha do fogo, desde a margem do rio”, explicou.

Outra situação extrema enfrentada pelos bombeiros foi na Baía Vermelha, na Fazenda Santa Teresa, situada na Serra do Amolar, fronteira com a Bolívia. 

Os bombeiros estavam praticamente controlando o incêndio no local, quando ocorreu um redemoinho e a velocidade do fogo foi surpreendente, obrigando a saída rápida dos bombeiros.

“O fenômeno colocou nosso combate inseguro, de alto risco”, informou a tenente bombeiro Sabrinne Azambuja.

Informações do site Correio do Estado

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