20/01/2015 – Atualizado em 20/01/2015
Mãe de criança de um ano diz que médico de Castilho/SP “receitou” cera de vela para curar ferimento de seu filho
Um bebê de um ano deu entrada no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora na tarde de ontem (19), vítima de diversas agressões físicas
Por: Cristiane Ruiz com informações de Fábio Campos
Um bebê de um ano deu entrada no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora na tarde desta segunda-feira (19), vítima de diversas agressões físicas.
A criança apresentou duas fraturas no braço direito, escoriações nas costas, queimadura no braço esquerdo, um corte profundo no tornozelo esquerdo e um inchaço no crânio, provavelmente ocasionado por uma pancada.
A violência veio à tona, no final de tarde de ontem (19), quando a genitora procurou o hospital para o atendimento de seu filho e, ao perceber o grave estado de saúde da criança, a assistente social do hospital acionou os Conselheiros Tutelares de Três Lagoas Davis Martinelli e Miriam Herrera que iniciaram os procedimentos de denúncia contra violência doméstica.
Os conselheiros de Castilho/SP também foram acionados.
Na entrevista realizada pelos conselheiros locais, a adolescente de 17 anos, que é mãe do bebê tentou esconder a verdadeira origem dos ferimentos relatando às autoridades que um médico do município de Castilho/SP havia “receitado” cera de vela para curar os ferimentos no braço esquerdo do bebê .
Diante da contradição da mãe, o CT localizou então, o pai biológico que reside na zona rural da região, que veio direto para Três Lagoas, onde tomou ciência dos maus tratos contra o seu filho.
Pressionada com a situação, a mãe do bebê acabou declarando que é portadora de HIV e não comunicou o atual companheiro sobre o vírus , que também é um adolescente de 17 anos que conheceu há 30 dias, na circular da Lagoa e,na seqüência já foi viver maritalmente com ele.
Indagada sobre seu amásio, a adolescente relatou que desconhece o nome completo dele , muito menos o de sua sogra.
O pai biológico do bebê afirmou que nesta terça-feira, dia 20, está marcada uma consulta médica em Campo Grande, possivelmente para detectar se a criança também é portadora do vírus HIV.
INFÂNCIA MARCADA
A adolescente de 17 anos foi internada no abrigo Posto Jacó quando tinha 6 anos.Seus pais eram dependentes químicos e a menor ficou sob responsabilidade de uma tia durante a internação de seus genitores.







