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quinta-feira, 30 de julho, 2026

Baixo nível do rio Paraná afeta comerciantes e moradores de MS

05/02/2015 – Atualizado em 05/02/2015

Estiagem na região provocou mudanças nos rios próximo a Três Lagoas.

Ainda não falta água nas cidades, mas geração de energia

Por: G1

A estiagem dos últimos meses tem provocado mudanças nos rios da região de Três Lagoas, a 313 km de Campo Grande, na divida de Mato Grosso do Sul com São Paulo. No rio Paraná, entre os municípios de Ilha Solteira (SP) e Selvíria (MS), onde está localizada a usina hidrelétrica de Ilha Solteira, a seca já é considerada, por moradores do local, uma das piores da história.

A reportagem do Bom Dia MS desta quinta-feira (5) mostrou que nos municípios ainda não há problemas no abastacimento de água, porém a geração de energia está cada vez mais comprometida. Outros setores também já foram afetados por conta da falta de chuvas.

A comerciante Adriana Borges vende artesanatos dentro de uma pousada, às margens do rio Paraná, em Aparecida do Taboado, já na divisa entre os dois estados. Há cerca de um ano, o movimento na região era diferente.

Atualmente, a estiagem do rio mudou todo o cenário comprometendo os negócios, já que com o nível do rio bem abaixo do normal o movimento de turistas quase não existe mais. Em uma pousada da região, o o portão que recebia visitantes está fechado e o mato está alto.

Volume morto

A hidrelétrica de Ilha Solteira, a terceira maior do país, trabalha com 0% da capacidade, utilizando volume morto, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Ao utilizar a água do volume morto, a usina perde a capacidade de regular o armazenamento de energia, deixando o sistema mais vulnerável em períodos de estiagem. Se o volume da água chegar a um nível muito baixa não poderá ser utilizado para gerar energia.

Ainda segundo o ONS, dos 12 principais reservatórios das regiões sudeste e centro-oeste, o de Ilha Solteira tem a pior situação. Conforme o órgão, a situação menos crítica é a de São Simião, no rio Paranaíba, que está com 48% da capacidade.

A navegação nos rios também está comprometida, por conta da estiagem. No córrego do Pântano, bacia do rio Paraná, em Aparecida do Taboado, a 448 km de Campo Grande, a margem recuou cerca de 20 metros e o cenário é de seca. Para quem vive da psicultura na região, a alternativa é procurar novo local para continuar a criação de peixes.

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