Geral – 26/06/2012 – 11:06
Há duas questões que devem ser observadas quando mencionamos a questão do aumento do gás:
- O gás de cozinha não sobe na Petrobras para os botijões de 13 Kg (uso residencial) desde 2003.
Em todas as notas de aumento do gás até o momento, os aumentos praticados ao setor do gás de cozinha só são aplicados para o uso industrial, para quem utiliza os tradicionais cilindros (P-45 Kg), granel e P-20 Kg.
Portanto de uma forma simples, não há justificativas para os aumentos abusivos praticados com a população brasileira.
- AUMENTO DO GÁS justificados pela CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO
É alarmante a atuação destas cinco Companhias Distribuidoras quando justificam um aumento no preço do gás de cozinha em botijões de 13 Kg (uso residencial), justificando ajustes de seus custos devido à convenção coletiva dos trabalhadores.
Vamos pegar o exemplo de um Estado como o de Minas Gerais, que vende mensalmente em média 3,3 milhões de botijões. Já é rotina no mês de agosto o aumento do gás no Brasil na ordem de R$ 1,00 a R$ 2,50 em função dos acordos junto ao sindicato dos trabalhadores.
A matemática é simples, 3,3 milhões de botijões com um aumento de R$ 2,00, gera as cinco companhias um aumento MENSAL nos seus lucros de R$ 6,6 milhões.
Dividindo 6,6 milhões de Reais pelo número de funcionários destas cinco companhias, temos uma média de aumento nos salários de seus funcionários na ordem dos R$ 6.600,00, considerando um numero de funcionários de um mil funcionários para as cinco companhias no Estadio de Minas Gerais.
Alarmante que de acordo com dados do SITRAMICO-MG, na ultima convenção, o aumento dos salários não chegou a R$ 100,00.
É simples justificar tais aumentais do gás de cozinha na classe dos trabalhadores, nos custos de nossas revendas, na Petrobras que não sobe seu preço desde 2003.
Um setor com a relevância que tem o gás de cozinha não pode ser ignorado por nossas autoridades, a população brasileira não pode permanecer sem defesa enquanto cinco empresas brincam, usam de uma imunidade para agir de forma extorsiva com quem precisa do gás para sua alimentação.
Fonte: Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (ASMIRG-BR)


