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Três Lagoas
quinta-feira, 22 de outubro, 2026

“Arthurzinho” é executado com tiros na cabeça dentro de casa em Paranaíba

Adolescente de 17 anos foi surpreendido por atirador que teria entrado na residência sob pretexto de entregar um objeto, onde Polícia Civil investiga possível ligação com facções criminosas

Um adolescente de 17 anos, identificado como José Arthur Alves dos Santos, conhecido como “Arthurzinho”, foi executado a tiros na noite desta quarta-feira, 02, dentro da própria residência, na rua Ivo Fabres de Queiroz, em Paranaíba (MS), distante aproximadamente 179 km de Três Lagoas.

Segundo o registro policial, uma mulher de 23 anos estava no imóvel quando um homem chegou ao local dizendo que precisava entregar um objeto para José Arthur. A mulher teria aberto a porta e permitido a entrada do suspeito.

Após entrar na residência, o homem seguiu até a cozinha, onde encontrou o adolescente. Conforme o relato da testemunha, Arthur teria afirmado que não conhecia o indivíduo.

Na sequência, o suspeito sacou uma arma e efetuou diversos disparos contra o adolescente. Antes de fugir, ainda teria apontado a arma para a mulher e feito ameaças de morte. Equipes de socorro foram acionadas, mas José Arthur não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Testemunhas repassaram à polícia características do possível autor. Ele seria um homem negro, magro, de estatura mediana, com o rosto descoberto, usando calça jeans e casaco preto. Após os disparos, o suspeito teria deixado a residência e fugido a pé.

Ainda de acordo com informações apresentadas à polícia, testemunhas teriam ouvido o homem falando ao telefone após o crime e comemorando o que teria chamado de uma execução bem-sucedida.

Durante os trabalhos de perícia, equipes localizaram e recolheram estojos de munição calibre .38 no imóvel. A Polícia Civil iniciou as investigações para esclarecer a motivação do homicídio e identificar o responsável pelos disparos.

Entre as linhas investigativas está a possibilidade de que o crime tenha relação com conflitos territoriais entre grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas na região.

Um dos elementos que chamou a atenção dos investigadores é a informação de que o nome de José Arthur teria aparecido em uma suposta lista de pessoas “marcadas para morrer”, atribuída a uma facção criminosa.

No entanto, até o momento, a existência e a autenticidade da suposta lista não foram confirmadas oficialmente, assim como não há confirmação de que ela tenha relação direta com a execução do adolescente.

A Polícia Civil também analisa imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades da residência, que podem ajudar a identificar o suspeito e esclarecer como o crime foi planejado e executado. As investigações continuam para identificar, localizar e responsabilizar o autor do homicídio.

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