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Três Lagoas
terça-feira, 6 de outubro, 2026

Após ameaçar advogada e dizer integrar facção, foragido é morto em confronto com a PM

Um homem de 39 anos, identificado como Claudinei Borgert, morreu no início da noite desta quinta-feira (6) após um confronto com equipes da Força Tática e do Grupo Especial Tático de Motos (GETAM) da Polícia Militar, em Três Lagoas. Segundo a corporação, ele era considerado foragido da Justiça da Comarca de Jaraguá do Sul (SC), onde havia sido condenado pelo crime de roubo e possuía mandado de prisão em aberto.

De acordo com informações da Polícia Militar, a ocorrência teve início após uma denúncia de ameaça contra uma advogada da cidade. Conforme o relato registrado pelas autoridades, durante o episódio o suspeito teria intimidado a profissional afirmando integrar uma organização criminosa com atuação dentro e fora do sistema prisional brasileiro. A partir das informações repassadas, equipes policiais iniciaram diligências para localizar o investigado.

O homem foi encontrado em uma residência localizada na Rua E, no bairro Santa Júlia, onde, conforme a polícia, morava em um imóvel situado nos fundos da casa de sua mãe. Durante a tentativa de abordagem, segundo a versão apresentada pela Polícia Militar, o suspeito reagiu à ação policial e efetuou disparos de arma de fogo contra os militares utilizando um revólver calibre .32.

Ainda conforme a corporação, diante da agressão e para preservar a integridade das equipes, os policiais revidaram aos disparos, atingindo o suspeito. Após o confronto, Claudinei foi socorrido pelos próprios policiais e encaminhado a uma unidade hospitalar, porém não resistiu aos ferimentos e morreu.

Durante consulta aos sistemas de segurança pública, os policiais confirmaram que havia contra ele um mandado de prisão expedido pela Justiça de Santa Catarina. Além da condenação a seis anos de prisão pelo crime de roubo, Claudinei também possuía registro anterior por ameaça, conforme informado pela Polícia Militar.

Informações apuradas pela reportagem indicam que Claudinei trabalhava como açougueiro e era irmão de um homem conhecido pelo apelido de “Maringá”. Após o confronto, equipes da Polícia Civil e da Perícia Criminal realizaram os levantamentos no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Três Lagoas e, posteriormente, liberado aos familiares para os procedimentos de sepultamento.

O caso foi registrado na Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação. A apuração buscará esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência, incluindo a denúncia de ameaça contra a advogada e a intervenção policial que resultou na morte do suspeito.

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