26.3 C
Três Lagoas
quinta-feira, 7 de maio, 2026

Apenas 2 universidades de MS utilizam o sistema de cotas

Geral – 27/04/2012 – 16:04

O direito a educação de qualidade deve ser conferido a todos os cidadãos, independente de raça, ou etnia. E, a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) abre a discussão sobre as cotas em todo o país.

Pioneira nos sistemas de cotas, a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) já formou 549 acadêmicos, entre negros e indígenas.

A instituição oficializou o sistema de cotas em 2003, formando sua primeira turma de alunos cotistas em 2007. Na época, outras universidades tinham iniciativas e incentivos, mas não havia uma lei que regulamentasse as cotas étnico-raciais.

Luta

Instituições que compõem o Movimento Negro de Mato Grosso do Sul e outras de defesa dos direitos do negro, além da Coordenadoria Estadual de Políticas Para a Igualdade Racial (CEPPIR) lutaram em 2002 pela aprovação da lei que estabelece cota para negros nos cursos da UEMS.

A lei número 2.605, de 06 de janeiro de 2003, de autoria do Deputado Pedro Kemp (PT), dispõe que a UEMS deverá reservar um mínimo de 20% das vagas em todos os cursos.

Neste mesmo período foi apresentada uma lei de reserva de vagas no ensino superior para os indígenas.

A aprovação das cotas para negros na UEMS demandou longas discussões e as vagas para os indígenas acontecendo antes da lei dos negros, conforme informou a Professora Doutora Maria José de Jesus Alves Cordeiro, que desde essa época participa das discussões sobre as cotas.

A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) tem trabalhado com sistema de cota social, onde os estudantes que fazem todo o Ensino Médio em escolas públicas possuem 25% das vagas nos vestibulares. A instituição utiliza esta forma de cotas desde 2009.

Proposta

A maior instituição federal de Mato Grosso do Sul, a UFMS, informou por meio de sua assessoria de comunicação que não atua com o sistema de cotas, porque nunca teve uma proposta interna.

A informação é que ainda não estão previstas programas que atendam as cotas.

Privadas

Uma das maiores universidades particulares do estado, a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) não trabalha com sistema de cotas, apesar de apresentar um grande número de acadêmicos indígenas.

Atualmente a UCDB possui 52 acadêmicos indígenas em diversos cursos de graduação presenciais. Bem como mestrandos dos programas de pós-graduação stricto sensu em Educação e em Desenvolvimento Local.

Os acadêmicos indígenas são beneficiados com a concessão de bolsas de estudo de 50%, oferecidas mediante processo de seleção, realizado via Funai (Fundação Nacional do Índio), onde o índio faz um cadastro e a fundação encaminha para a universidade.

Fonte:

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Mais de 100 vagas de emprego são disponibilizadas pela Casa do Trabalhador nesta quinta

Vagas podem ser preenchidas sem aviso prévio. Interessados devem comparecer na Casa do Trabalhador para cadastro com RG, CPF e Carteira de Trabalho.

Atuação de MS impulsiona resultados de alfabetização

Ações ligadas ao Programa MS Alfabetiza seguem rendendo importantes resultados para a Educação de Mato Grosso do Sul

CTG Brasil promove workshop de segurança de barragem na UHE Jupiá

Reunião terá como objetivo discutir a integração do Plano de Ação de Emergência de barragens (PAE) da usina com os Planos de Contingência (PLANCON) de municípios da região