Geral – 10/07/2012 – 07:07
O prefeito cassado de Ramilândia, cidade de 4 mil habitantes no oeste do Paraná, Rui Spagnol (PDT), não aceitou a ordem judicial que o obrigava a passar o cargo para o vice e, após receber o documento, se trancou no próprio gabinete afirmando que não abandonaria o posto. A revolta do prefeito, cassado por acusações de fraudes em licitações e desvio de dinheiro público, não durou muito. Com a chegada da Polícia Militar e do advogado, Spagnol aceitou cumprir a ordem da Justiça.
“Quando recebeu o documento que ordenava a transição do cargo para mim, ele ficou enlouquecido e se trancou no gabinete dizendo que estavam roubando o cargo dele”, conta o vice-prefeito Ricardo Celoni Neto (PP), empossado depois de toda a confusão.
Em setembro do ano passado o prefeito Rui Spagnol foi cassado pela Câmara de Vereadores por 7 votos a 2. Ele é suspeito de favorecer uma empresa em uma licitação da prefeitura e de desviar dinheiro público que seria usado para a compra de merende escolar.
“Nessa época ele também criou problemas para sair. Brigou, xingou bastante, até que a esposa dele veio aqui na prefeitura e o levou embora”, revela o vice. Spagnol foi afastado do cargo até maio deste ano, quando conseguiu uma liminar que lhe permitiu assumir novamente suas funções. “Quando ele voltou, eu entreguei o cargo e disse ‘faça um bom trabalho'”, afirma o vice.
O novo prefeito critica a decisão da Justiça e diz que “prejudica a imagem da cidade”. “Ele entrou com 19 pedidos e perdeu todos. Então, conseguiu duas liminares favoráveis em um juiz de plantão em Curitiba! Como a Justiça comum dá uma opinião e o juiz plantonista dá outra?”, questiona Ceroli.
Os problemas entre o prefeito e o vice começaram ainda no início do mandato, segundo Ricardo Ceroli. Ele revela que foi procurado pelo corregedor que mostrava os supostos atos ilícitos cometidos por Spagnol. Foi então que a Corregedoria elaborou um relatório e remeteu ao Tribunal de Contas.
Agora, o novo prefeito de Ramilândia faz planos para mais uma etapa de sua curta passagem pelo Executivo municipal. Até o final do ano, ele quer concluir estradas e outras obras que estão em andamento. Também destaca que um de seus objetivos é construir um “paradouro” que proteja os mais de 300 ramilandienses que, todos os dias, esperam o transporte ao relento para ir trabalhar em um abatedouro em uma cidade vizinha.
O ex-prefeito Rui Spagnol disse, em entrevista à RPC TV, que vai recorrer da decisão e se sente lesado moralmente.
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Fonte: Terra/FB


