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Anhanduí volta a sofrer assaltos e muro amanhece pichado com sigla do PCC

26/01/2017 – Atualizado em 26/01/2017

Posta de gasolina e barracas foram alvo de bandidos esta semana

Por: Correio do Estado

Distrito de Anhanduí, com 4.267 habitantes e distante cerca de 40 quilômetros de Campo Grande, voltou a ser alvo de bandidos durante essa semana. Posto de gasolina e barraca foram assaltados e paredes amanhecerem pichadas com a sigla do Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Morador do distrito que não quis ser identificado informou ao Portal Correio do Estado que os crimes voltaram a acontecer de terça para quarta-feira, quando um posto de gasolina foi assaltado.

Além do posto e da barraca, um mercado do distrito foi alvo de tentativa de assalto na noite de ontem, por volta das 20h, pouco antes de fechar. O crime foi impedido porque funcionários perceberam a intenção de pessoas suspeitas e acenderam todas as luzes do estabelecimento como forma de emitir alerta. Os suspeitos fugiram sem levar nada.

Conforme o morador, o receio da população é que a situação se agrave se medidas não forem tomadas.

OCORRÊNCIAS PASSADAS

No dia 12 de julho do ano passado, Adonias dos Santos Faleiro, 26 anos , que atuava como vendedor em barraca à margem da BR-163 foi assassinado com tiro na nuca em roubo ocorrido naquela madrugada. Adolescente de 17 anos apontado como autor do disparo foi apreendido.

Na ocasião, delegado Cleverson Alves, plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga chegou a falar que o adolescente e Magno Medina Rosa, 34 anos seriam suspeitas de série de roubos que ocorria nos últimos dias nas barracas que vendem produtos para turistas e motoristas que passam pela rodovia.

Adonias trabalhava na companhia da esposa e duas filhas – crianças, quando os assaltantes chegaram de moto. O adolescente era quem estava em posse de revólver calibre 38 que foi apontado na cabeça do vendedor. Enquanto a vítima entregava dinheiro, tentou afastar a arma e acabou levando o primeiro tiro em uma das mãos. Ao tentar correr, levou tiro na nuca e morreu no local. A dupla do latrocínio (roubo seguido de morte) fugiu levando dinheiro.

Ainda no início da tarde do mesmo dia, cerca de 10 e 15 motociclistas chegaram na Rua dos Alcântaras, onde um caminhão estava estacionado, e atearam fogo.

Uma casa também teve princípio de incêndio criminoso logo depois do caminhão. Ninguém estava no local e não houve registro de feridos.

O motivo seria a revolta por conta da onda de criminalidade registrada no local. O caminhão e a casa seriam de propriedade de Magno Medina Rosa, de 34 anos, que é investigado por ter participado do assassinato de Adonias.

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