20/11/2014 – Atualizado em 20/11/2014
Por: Midiamax
Aluna de 13 anos da Escola Municipal José Mauro Messias da Silva – Poeta das Moreninhas, que fica na Vila Moreninha IV, na Capital, diz ser vítima de ameaças de professora de balé e da coordenadora da escola desde o início de outubro.
Segundo a mãe da aluna, E. L., a filha de 13 anos relata que diariamente é ameaçada pela professora de balé e pela coordenadora na frente de outros alunos. “A professora diz que vai processar a gente e a coordenadora diz que vai tirar a minha filha da escola”, afirma.
A confusão
Tudo começou quando a garota começou a fazer balé, oferecido gratuitamente pela escola. Para participar de evento, os pais tinham que comprar apenas a roupa que a aluna iria usar. E.L. assinou termo de compromisso dizendo que arcaria com os custos da vestimenta.
Entretanto, ao saber que o preço da peça era de R$ 300, a mãe da aluna resolveu desistir e informou a professora de balé na mesma semana. “Não temos condições de gastar este dinheiro em uma roupa de balé. Avisamos da desistência na mesma semana”, conta E.L..
Desde então, segundo a mãe, sua filha é ameaçada pela professora de balé e pela coordenadora. “A professora ficava cobrando em voz alta, dizendo que ia entrar com processo por pequenas causas, na frente dos outros alunos”. E.L. resolveu então tirar a garota do balé.
Mas, ainda de acordo com a denunciante, as ameaças não cessaram. “A coordenadora começou a dizer todo dia que se ela não pagasse pela roupa ia perder a vaga na escola”, diz. A mãe declarou que sempre que tentou procurar a direção, não encontrou ninguém para registrar a reclamação, e cogita ir à Semed (Secretaria Municipal de Educação).
Outro lado
A Prefeitura de Campo Grande declarou que a primeira providência a ser tomada é procurar a direção e que caso não dê certo, a mãe deve se dirigir à Semed e registrar a reclamação. A Semed foi questionada e não se pronunciou sobre o caso.
Já a direção da escola negou as ameaças e relatou estar ciente do caso. Segundo a escola, a mãe não procurou as diretoras. A diretoria frisou ainda que a participação da aluna no evento de balé não era obrigatória, mas que a mãe havia assinado termo de compromisso.



