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Aluguel dolarizado contribui para fechamento de lojas no Paraguai

25/08/2015 – Atualizado em 25/08/2015

Pequenos comerciantes não conseguem resistir à queda nas vendas e, sem ter como custear despesas, acabam fechando as portas.

Por: Ponta Porã Informa

A inauguração de mais um bloco de pequenas lojas instaladas na Linha Internacional beneficiando os vendedores ambulantes no centro de Pedro Juan Caballero contribui para que se tenha uma exata dimensão do que pode se concretizar numa crise no comércio da cidade vizinha. Várias lojas que antes estavam encobertas pelas barracas dos camelôs instaladas nas calçadas, agora aparecem fechadas.

O motivo é a redução drástica na quantidade de turistas que visitam o comércio pedrojuanino em busca de produtos importados. Com isso, vários comerciantes passaram a enfrentar dificuldades para manter seus negócios abertos. A diminuição dos turistas se deve à desvalorização do real em relação ao dólar o que diminui o poder de compra dos brasileiros no comércio paraguaio.

Outro motivo para o fechamento de muitas lojas é o valor do aluguel cobrado na área central de Pedro Juan Caballero. A maioria dos imóveis possui valor definido em dólar. Assim, quando a moeda norte-americana fica mais valorizada, interfere diretamente no aluguel. O inquilino terá que gastar mais reais e guaranis para poder juntar os dólares necessários para quitar o compromisso mensal com o dono do imóvel.

O JORNAL REGIONAL apurou que os pequenos comerciantes são os maiores atingidos pela situação: “quem é pequeno não aguenta mesmo. Porém, os comerciantes mais tradicionais procuram soluções para sobreviver a este momento difícil, pois sabem que as crises passam”, explica o presidente da Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero, Pedro Bondiman.

Uma das saídas foi colocar em prática a negociação no aluguel. “Temos informações de que os donos dos imóveis chegaram a baixar até 50% o valor para continuarem alugando par ao comércio”, complementa.

Segundo ele, a situação dá sinais de que se normalizará nos próximos meses. “Não vivenciamos ainda uma crise como aquela de 1999 que resultou no fechamento de muitas lojas. Hoje a situação é diferente. E, aos poucos, o dólar se estabiliza e os turistas acabam voltando. Acredito que em setembro vamos começar a dar a volta por cima, promovendo a Black Friday que, no meu entender vai trazer muitos resultados positivos”, comentou o dirigente.

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