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quinta-feira, 8 de outubro, 2026

Agência reguladora do Reino Unido alerta para risco raro de pancreatite associado às canetas emagrecedoras

MHRA orienta médicos e pacientes a ficarem atentos aos sintomas iniciais, apesar de os medicamentos serem considerados seguros e eficazes para a maioria dos usuários

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) emitiu um alerta sobre o risco, ainda que raro, de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam medicamentos agonistas do GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Em nota oficial, a MHRA destacou que a pancreatite aguda é um efeito colateral conhecido, porém pouco frequente, associado ao uso desse tipo de medicamento. Segundo a agência, em casos extremamente raros, as complicações podem evoluir para quadros mais graves.

O comunicado reforça que médicos e pacientes devem estar atentos aos sinais iniciais da pancreatite, a fim de evitar a progressão da doença. Entre os principais sintomas estão dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas, além de náuseas e vômitos.

A diretora de Segurança da MHRA, Alison Cave, ressaltou que, para a grande maioria dos pacientes que recebem prescrição médica, os medicamentos agonistas do GLP-1 são seguros e eficazes, oferecendo benefícios significativos à saúde.

“O risco de desenvolver esses efeitos colaterais graves é muito pequeno, mas é importante que pacientes e profissionais de saúde estejam cientes e atentos aos sintomas associados”, afirmou Alison Cave.

Os medicamentos agonistas do GLP-1 são indicados principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e, em produtos específicos, para o controle do peso corporal e a redução do risco cardiovascular em pessoas com doença estabelecida e alto índice de massa corporal (IMC).

Uma pesquisa recente publicada pela University College London estima que 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia utilizaram as chamadas canetas emagrecedoras como a semaglutida (Wegovy e Ozempic) e a tirzepatida (Mounjaro) entre o início de 2024 e o início de 2025, com o objetivo de perda de peso.

Diante do crescimento do uso desses medicamentos, a MHRA reforça a importância do acompanhamento médico e do uso responsável, sempre com orientação profissional.

com informações agência Brasil


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