Geral – 08/07/2012 – 12:07
O Ministério Público Federal (MPF) quer retomar a discussão sobre a homossexualidade ser ou não uma doença. O órgão deu entrada em ação civil pública para anular detalhes da resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe a “cura gay” por profissionais da categoria. A ação é movida por três procuradores do Rio de Janeiro.
Rejeitado em 1ª e 2ª instância, a ação do MPF diz não ser homofóbica por possibilitar o tratamento do “cidadão que deseja sair da heterossexualidade para tornar-se homossexual” e vem para “resolver a angústia que traz a opção sexual que está seguindo em dado momento da vida”.
Em entrevista ao jornal O Dia, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que retomar a discussão é um retrocesso e que existe, mais uma vez, envolvimento da bancada religiosa com questões políticas: “Um dos procuradores, o Fábio Aragão é evangélico e está colocando o cargo dele a serviço da crença pessoal dele. Isso é um erro grave porque a Justiça deve ser laica.”
Vale lembrar que a resolução do Conselho Federal de Psicologia é baseada em classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirma que homossexualidade não é doença, perversão ou distúrbio e não é passível de cura.
Na semana passada, audiência pública sobre “cura gay” na Câmara dos Deputados foi marcada por discussões. O projeto é de autoria do deputado João Campos (PSDB). O político é líder da bancada evangélica.
Fonte: Parou Tudo / Parou Tudo


