Saiba como a Covid-19 é transmitida e por quanto tempo ela resiste no organismo, nas estruturas e no ar.
01/04/2020 09h50
Por: Patrícia Fernandes com informações do site Saúde
TRÊS LAGOAS (MS) – As gotículas de saliva, espirros, acessos de tosse, contato próximo e superfícies contaminadas, são um bom resumo sobre as principais formas de transmissão do vírus né?
Segundo um estudo americano, que foi recém-publicado no The New England Journal of Medicine, foi descoberto que o vírus sobrevive por algumas horas em suspensão no ar e até alguns dias em algumas superfícies.
“Foi observado que a Covid-19, resiste por até três horas na forma de aerossol, ou seja, se eu estou infectado e espirro numa sala, ele consegue ficar espalhado pelo ar e infectar outra pessoa em quase três horas”, diz o professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Eduardo Brandão.
Com maiores investigações foi descoberto que o vírus chega a ficar até três dias sobre estruturas metálicas, objetos de plástico ou aço inoxidável, ou seja, é mais do que necessário o isolamento social e a higiene das mãos.
Uma pessoa transmite a Covid-19 para quantas outras?
Tudo leva a crer que uma pessoa infectada pode transmitir o agente infeccioso para outras duas ou três pessoas, algumas projeções dizem que podem ser contaminadas até seis pessoas.
“A maioria dos infectados não tem sintomas ou apresenta apenas manifestações mais leves. É como se fosse um iceberg, no pico ficam os casos mais graves e na base temos muita gente infectada, mas sem apresentar sinais ou necessitar de tratamento”, ilustra o Infectologista Celso Granato.
Outro ponto importante, é que o vírus vem se mostrando habilidoso em invadir o corpo humano, pois ele tem grande afinidade por receptores que ficam nas células respiratórias humanas. Ele tem espécies chaves para usar em fechaduras que estão na superfície das nossas células.
Pois, ele tem uma proteína, chamada Spike, que se conecta num receptor celular conhecido pela sigla ACE-2, entenda que, essa união abre literalmente a porta da célula humana para que o vírus introduza nela seu material genético. A maquinaria celular humana, acaba que, confundindo esse material – RNA viral – com RNA próprio, e começando assim a seguir as instruções que ele contém para fabricar proteínas virais.
Compreende-se então que em questão de horas, há milhões de cópias de RNA viral, a partir das quais são feitas cópias do vírus, que estouram a célula e começam a infectar outras.
Se a sua imunidade estiver comprometida, algo mais corriqueiro entre idosos e portadores de doenças crônicas, seu trabalho é evidentemente facilitado, assim, o vírus consegue se reproduzir ali e dispersas suas cópias para dominar outras células.
O tempo mais quente reduz o contágio pela Covid-19?
Conforme os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus demonstra que** ele pode cursar tanto em lugares com clima mais frio**, no caso da Itália e da China, como também em locais mais quentes, ou seja, nas regiões brasileiras e australianas.
Mas para que fique bem claro, diante da experiência já obtida anteriormente pelas epidemias de infecções respiratórias, portanto, o vírus se aproveita de duas situações:** da queda da imunidade e da aglomeração de pessoas.**
E fica o alerta, que o vírus, não gosta nem do freio e nem do calor, ele gosta de hospedeiros, ou seja, não há nada mais propício que muita gente por perto.
Por isso, hoje em nosso cenário atual, as medidas intensivas de higiene e restrição de circulação e contato social são os pilares mais efetivos para estancar o avanço da doença.
Confira nesse vídeo que nos foi enviado por uma de nossas ouvintes, como é feita a transmissão de pessoa para pessoa:



