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Jornal da Manhã recebe o Delegado Regional de TL Rogério Makert, que comenta índices de crimes do 1º quadrimestre/2019

Delegado Regional de Três Lagoas Rogério Fernando Makert Faria destacou que os índices de crimes na cidade diminuíram no comparativo 2018/2019.

05/06/2019 06h47
Por: Da redação com informações de Julia Vasquez e Deyvid Santos

TRÊS LAGOAS (MS) – O Jornal da Manhã apresentado por Julia Vasquez e Deyvid Santos, recebeu na manhã desta quarta-feira (5), o Delegado Regional de Três Lagoas Rogério Fernando Makert Faria, que comentou os índices dos principais crimes ocorridos no município e no Bolsão em 2019.

Segundo o delegado, como em todo o país, Três Lagoas não foge da realidade os crimes que mais assolam a população são os crimes contra o patrimônio (roubos, furtos, etc) e o tráfico de drogas, não deixando de destacar os crimes contra a vida (homicídio, feminicídio). “Mato Grosso do Sul é um dos Estados que mais efetivamente insere os dados reais nas estatísticas. Alguns Estados não colocam de maneira transparente e, Mato Grosso do Sul, sim. Então, se por ventura, os número de elucidação dos crimes de homicídio no Estado são altos, efetivamente eles o são”, destacou Makert.

Ele explicou qu, os números são automaticamente inseridos no sistema e isso é repassado para a Secretaria de Segurança por todos os municípios e, por consequência, ao Ministério da Justiça, no Sistema Nacional de Estatística de Segurança Pública e Justiça Criminal – SinespJC

Crimes Contra a Vida e Ranking Nacional

No primeiro quadrimestre de 2019 foram registrados dois homicídios em Três Lagoas. Em comparação com o mesmo período de 2018, esse número chega a ser 71,5% inferior, já que até abril do ano passado foram registrados sete homicídios no município.

Makert atribui essa diminuição às repressões que são feitas, investigações, atuações conjuntas das polícias na sociedade, a participação da imprensa. A intenção é que os números de 2019 sejam ainda menores que 2018.

Atualmente, a Polícia Civil do Estado do Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de elucidação de crimes, anotando 55,2% de resolução de delitos, ultrapassando os grande centros como São Paulo (38,6%) e os pífios 11,8% do Rio de Janeiro,desempemho este, inclusive destacado em reportagem da Edição 2617, da Revista Veja, do jornalista Jose Vicente da Silva Filho, com título “Chamem a Polícia”.

Três Lagoas, contudo, segundo os dados levantados pelo Núcleo Regional de Inteligência da Polícia Militar, além de diminuir os casos de homicídios consumados no ano de 2018, conseguiu outro feito: o de atingir a surpreendente taxa de 96% de esclarecimento desses mesmos delitos, superando o já considerável percentual de 90% de elucidação obtido nos anos de 2016 e de 2017. Isso quer dizer que apenas um caso de homicídio no município ficou sem elucidação durante todo o ano passado.

“Nossa polícia do Mato Grosso do Sul é muito célere na elucidação dos homicídios. Nós não conseguimos dar conta de tudo, realmente, mas crimes dolosos contra a vida é a nossa prioridade. Nós temos um setor muito efetivo, que é o Setor de Investigações Gerais (SIG), onde sempre que acontece uma morte a esclarecer ou alguma situação que cause dúvida, essa investigação já acende uma ‘luz vermelha’ e tendo alguma informação nós já vamos tentando angariar essas provas”, explicou.

Furtos

Em Três Lagoas, segundo a Secretaria de Segurança, foram 857 furtos em 2019. Makert esclarece que esses números compreendem todo e qualquer tipo de furto, mesmo os furtos de uma bicicleta, residência, hidrômetros. Algumas vezes as pessoas extraviam algum documento, mas acabam registrando como furto.

O delegado destacou que houve redução nos números, comparado com 2018. Ele atribui essa redução à prevenção que é realizada, diante das forças policiais que efetivamente estão à frente neste combate e na elucidação dos crimes, onde os autores são levados ao Poder Judiciário para que possam ser processados e presos.

Ele destaca que houve uma bela redução neste tipo de crime devido ao momento ímpar que o município vive, com parceria entre todas as instituições, todas as forças, incluindo o Poder Judiciário e o Ministério Público.

“Nós não conseguimos zerar. É até impossível dizer isso, uma utopia não ter mais crimes contra o patrimônio. Mas os nossos índices estão bem menores do que o do ano passado e dos anos anteriores, quanto tivemos “booms” aqui de violência, de chegada de pessoas na cidade. Estamos conseguindo dar a resposta necessária à população, mesmo com essa imediatidade da mídia e das redes sociais”, destacou.

Makert esclareceu que o crime de furto está diretamente ligado ao tráfico de drogas. Os dependentes químicos necessitam de dinheiro para utilizar as drogas e qualquer objeto vira valor nessas horas. Ele também convidou a população para conhecer de perto a realidade de uma Delegacia de Polícia para que entendam como funciona a estrutura da polícia.

RouboMesmo menores que os números anteriores, pela imediatividade das informações que chegam aos grupos sociais, os dados são preocupantes.

“Esses números já foram reduzidos, autores de roubos que assolavam comércios e residências em Três Lagoas já foram autuados em flagrante e aqueles que não foram autuados em flagrante já foram decretadas suas prisões preventivas, já se encontram recolhidos e isso reduziu novamente os índices”, destacou, atribuindo a diminuição ao trabalho conjunto de toda a força de Segurança Pública no município.

Feminicídio

O delegado lamentou o primeiro caso de feminicídio do ano registrada na região, que ocorreu na cidade de Água Clara (MS), na madrugada da última segunda-feira (03). O crime ocorreu em plena Semana de Combate ao Feminicídio.

“Na cidade, nós continuamos com o índice zero este ano. Infelizmente tivemos este caso em Água Clara. A função da Polícia Civil é identificar o autor e levá-lo ao cárcere, esse episódio efetivamente já foi efetivado, o autor foi autuado em flagrante. Infelizmente nós não podemos retornar a vida da vítima, a gente sente pela família que fica e pelo ente que se foi. Mas a resposta já foi dada. A nossa função é dar a resposta para a sociedade e essa função, em Água Clara, neste caso específico, já foi dada com a prisão do autor”, disse Makert.

Segundo ele, o comportamento de violência contra a mulher é principalmente ocasionada por questão de embriaguez e pela questão passional, o que influencia muito as ocorrências no seio da família.

Caso Patrick

Makert comentou também sobre a “Operação Despautério”, que busca elucidar a morte do detento Patrick, que ocorreu em maio deste ano dentro do Presídio de Segurança Média (PSM) no município.

“As investigações demonstram que realmente ocorreu um fato criminoso dentro da cela. Por isso foi deflagrada a operação, pela Segunda Delegacia de Polícia, com a participação inclusive do ‘Choque’, de Campo Grande, que esteve aqui e fez um pente-fino no Presídio de Segurança Média (PSM(. Está muito avançada essa questão dessa investigação, tanto que todos os internos daquela cela foram levados à delegacia e já existe um norte”, disse.

Segundo o delegado é questão de tempo para que mais este crime ocorrido em Três Lagoas seja determinado e a autoria esclarecida.

Saiba mais

https://www.radiocacula.com.br/noticias/policial/policia-deflagra-operacao-despauterio-para-apurar-morte-de-detento-em-tres-lagoas

Combate ao Tráfico

O ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Sergio Moro, acompanhou na última segunda-feira (3), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, as ações da Operação Nova Aliança, desenvolvida pela Polícia Federal em conjunto com a Secretaria Nacional Antidrogas paraguaia e que visa combater a produção e o tráfico de maconha.

A Operação Nova Aliança teve início em 30 de maio, em território paraguaio. Além da eliminação do cultivo e apreensão da droga, materiais usados na comercialização também são apreendidos.

O ministro Sergio Moro declarou que a operação enfraquece o crime organizado.

Em conversa com os jornalistas, Dr. Rogério Makert entende que esta ação federal impacta de maneira extremamente positiva nas ações polciais do MS, uma vez que, mesmo no outro rumo da fronteira Brasil-Paraguai, esta droga percorre a malha rodoviária que transpassa a cidade de Três Lagoas.

Veja a entrevista na íntegra

https://www.facebook.com/radiocaculatl/videos/1063752530481061/

O Delegado Regional de TL Rogério Makert, nos estúdios do Jornal da Manhã. Foto: Rádio Caçula/Rodrigo de Freitas

No estúdio, Julia Vasquez e Deivyd Santos conversam com o Delegado Rogério Makert. Foto: Rádio Caçula/Rodrigo de Freitas

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