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sábado, 28 de fevereiro, 2026

Correios planejam concorrer com Uber, iFood e Rappi

O objetivo da estatal é eliminar etapas burocráticas do processo de envio de uma encomenda.

26/03/2019 07h56

Os Correios podem entrar na briga com empresas como Uber, iFood e Rappi. A companhia pública brasileira planeja fazer uma parceria no setor privado e concorrer no mercado de entregas compartilhadas, de acordo com a Folha de S.Paulo. O projeto dos Correios ainda é tratado em sigilo e está em elaboração, mas o jornal já o chamou de “Uber das encomendas”.

No setor de entregas compartilhadas, o usuário acessa o aplicativo por meio de um smartphone e faz o pedido de um produto. A entrega então é realizada por um colaboradores registrados no sistema. A ideia dos Correios, segundo a Folha, é ou firmar uma parceria com alguma empresa já atuante no mercado ou se cria um novo serviço em negociação com uma empresa de tecnologia.

O objetivo da estatal é eliminar etapas burocráticas do processo de envio de uma encomenda. No serviço prestado atualmente, a pessoa precisa ir até uma agência física e fazer a postagem. O produto então passa por um caminho complexo interno até chegar ao destinatário.

Dirigentes não pretendem implementar uma terceirização dos serviços ou contratar colaboradores sem vínculos com a companhia, mas otimizar a atual estrutura de entrega. Na prática, seria um modelo híbrido, unindo a simplificação que o modelo de entrega compartilhada trouxe e a estrutura e a capilaridade dos Correios.

Até um projeto-piloto ser colocado em prática em algumas cidades, a nível de teste, ainda é preciso finalizar a escolha do modelo, que depende da conclusão de estudos de viabilidade econômica. A estatal teme perder mercado se não entrar logo no setor de entregas compartilhadas, que cresce cada vez mais. Afinal, o setor no qual os Correios detêm monopólio (entrega de cartas, telegramas e documentos do tipo) vem decaindo.

Entre 2012 e 2018, as entregas nessa área caíram de 8,9 bilhões de unidades para 5,7 bilhões. Alguns anos atrás a estatal não poderia fazer esse tipo de negócio. Mas uma lei de 2011 permitiu aos Correios ampliar seu campo de atuação, oferecendo serviços além da entrega de cartas, comprar participações em outras empresas e constituir subsidiárias.

Redação Suno Research

Agência dos Correios /// Reprodução Olhar Digital

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