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Polícia Civil desmantela grupo que planejava matar 12 agentes da segurança pública de MS

Segundo a Delegacia de Combate ao Crime Organizado, criminosos levantaram informações sobre os servidores, amigos e familiares e contrataram até detetive particular.

20/03/2019 09h10
Por: Gabriele Benati

A Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco), da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, desmantelou nesta quarta-feira (20) um grupo que planejava matar 12 agentes da segurança pública do estado. As ordens do plano eram dados por presidiários considerados chefes do PCC, sendo que três deles do Estabelecimento Penal de Segurança Máxima e dois do Presídio Estadual de Dourados foram encaminhados à delegacia para depoimento e indiciamento por ameaça e organização criminosa.

De acordo com a Deco, 20 criminosos apontados como chefe montaram uma “Central de Inteligência” e de lá davam ordens para que internos dos regimes semiaberto, aberto, fechado ligados à facção e ainda integrantes que estavam em liberdade, levantassem informações sobre a rotina dos alvos.

Enquanto uns buscavam informações nas redes sociais, cadastros de dados públicos e até no Diário Oficial, outros vigiavam in loco os alvos – com registros em fotos e vídeos -, informações sobre familiares, amigos, colegas de trabalho, locais frequentados, veículos utilizados e horários vulneráveis.

Os criminosos também levantaram informações sobre dados funcionais dos servidores, remoções qualificações, escalas de serviço e promoções funcionais. Até detetive particular teria sido contratado.

A investigação sobre o plano dos criminosos começou a ser feita pela Deco há quatro meses, sendo constatado que no último mês os levantamentos sobre a rotina dos agentes se intensificaram. Ele poderiam ser alvos de atentado porque eram considerados pela facção como ‘opressores da irmandade’.

Ainda de acordo com a Deco, as ordens para os levantamentos eram feitas “de forma compartimentada”, sendo que demais integrantes da facção não sabiam o que os demais estavam fazendo.

A operação que começou com abertura de inquérito e investigação sobre o plano, resultando no indiciamento dos 5 presos, leva o nome de Impetus, que significa contra-ataque.

Informações Site G1

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