17/03/2018 10h16
Estádios praticamente não tem recebido torcedores, principalmente neste ano.
Por: Da Redação
Há anos o Campeonato Estadual não empolga os torcedores sul-mato-grossenses. Reflexo disso é o baixo público nos jogos. Em 2018, a situação é ainda mais amarga. A primeira fase da competição registrou uma queda de 53% em comparação com a fase de classificação do ano passado.
Os números foram levantados de acordo com os borderôs divulgados no site da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul).
A primeira fase do Estadual do ano passado registrou, em média, a presença de 656,3 torcedores pagantes. Com os jogos da fase final, que costumam aumentar o número de público nos estádios, o Estadual 2017 terminou com média de 845,2 torcedores por jogo. O público total do campeonato foi de 64.240 torcedores.
Na edição deste ano, a fase de classificação dos jogos do Estadual terminou com média de 308,5 torcedores por partida, uma queda de 53%. Com o atraso na entrega de laudos, o MPE (Ministério Público Estadual) determinou que os jogos no estádio Morenão e Toca do Urso, em Mundo Novo, fossem realizados com os portões fechados até que os clubes e federação regularizassem a situação.
Resultado, o Morenão recebeu quatro partidas sem público e a Toca do Urso um jogo também com os portões fechados. Levando em conta apenas os jogos com público, a média de torcedores teve leve aumento para 355,3 pagantes, uma queda de 45,8%.
Bagunça dentro e fora de campo
O Campeonato Estadual deste ano contou com dois episódios que mudaram o rumo da competição. No dia 18 de fevereiro, Comercial e Operário foram protagonistas do episódio que rodou o Brasil. O gandula Tadeu Francisco comemorou o gol que garantia a vitória do Colorado sobre o rival, motivo suficiente para ser agredido pelo massagista Raul Prazeres dos Santos Neto e espancado pelo atacante do Galo, Jeferson Reis.
A briga se tornou generalizada e envolveu outros atletas das duas agremiações. Resultado, um Boletim de Ocorrência foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) do bairro Piratininga após o jogo. Todos foram julgados pelo TJD (Tribunal de Justiça Desportiva). Jeferson e Raul Prazeres pegaram 12 jogos de suspensão.
Um dia depois da confusão, a diretoria do Operário anunciou que os dois funcionários foram desligados do clube. Comercial e Operário também foram julgados e multados. Até mesmo o gandula não escapou da indisciplina e pegou 30 dias de suspensão, ficando longe de qualquer praça esportiva durante este período.
Nesta semana, a 1ª Comissão Disciplinar do TJD julgou a escalação irregular de um atleta do Costa Rica. Paulo César Urnau havia pegado gancho de quatro jogos no fim do Estadual do ano passado quando vestia a camisa do Operário. Cumpriu apenas uma partida de suspensão. Foi contratado este ano pelo time do interior e escalado em três partidas.
A falta de atenção da diretoria do clube resultou em perda de 13 pontos, 9 por jogos atuados e 4 pelos pontos obtidos. O clube terminou com -2 de pontuação e automaticamente foi excluído da competição.
Diante da exclusão do Costa Rica, os pontos foram devolvidos a tabela da segunda fase alterada. Como dois jogos (Costa Rica 0x0 Sete de Setembro e União ABC 2×3 Águia Negra) foram atingidos diretamente com a decisão do tribunal, os mesmos foram anulados pela Federação de Futebol e dois confrontos das quartas de final marcados as pressas.
Na quinta-feira, o estádio Morenão, em Campo Grande, recebeu uma inusitada rodada tripla. Os jogos de volta das quartas de final que ainda restam ser jogados estão marcados para domingo. Às 15h, o Sete de Setembro recebe o Novo, em Dourados. Às 17h, tem Águia Negra x União ABC, em Rio Brilhante. Operário e Corumbaense aguardam os adversários das semifinais.
Por Campo Grande News



