12/03/2018 10h06
Por: Ana Carolina Kozara
Servidores dos Correios de todo o Brasil iniciaram nesta manhã (12) uma paralisação nacional e por tempo indeterminado. A greve é parcial e atinge parte das agências do país, tanto no setor de atendimento como de distribuição.
Em Três Lagoas, o Sindicato dos Correios, estima que cerca de 70% dos funcionários do setor de distribuição tenham aderido à greve, já os servidores da agência não viram a necessidade de paralisar suas atividades.
Dentre as razões para a paralisação estão as alterações no plano de carreira e retirada de benefícios, como a cobrança de mensalidade e retirada de dependentes do plano de saúde, suspensão de férias, redução da carga horária e salário de funcionários do setor administrativo, extinção do cargo de operador de triagem e transbordo, fechamento de 2500 agências próprias em todo o Brasil e a não realização de concurso publico desde 2011, planos de demissão voluntária que reduziram o numero de funcionários.
Em nota os Correios de Mato Grosso do Sul informou que um levantamento oficial do número de servidores parados será divulgado após a abertura de todas as unidades do estado e conferencia do sistema eletrônico.
Os correios também comunicou que a greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados.
“Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada para a hoje (12) pelos trabalhadores, foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos.”



