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Automutilação: ato que tem se tornado comum entre jovens e crianças

01/03/2018 10h47

A psicóloga Carla explica os motivos e as formas de prevenção para esses casos que vem acontecendo no município.

Por: Gabriele Benati Bruno

Na manhã desta quinta-feira (1) em entrevista para a Rádio Caçula, a psicóloga Carla Zaupa Zafalon falou sobre a automutilação, ato que tem se tornado comum entre jovens e crianças, e também sobre o Projeto Fortalecendo Vínculos que ela coordena.

O Projeto Fortalecendo Vínculos teve início na escola Jomap, onde foram identificados os primeiros casos pela diretora. A partir daí, a psicóloga Carla foi convidada para ajudar, juntamente com as psicólogas Andréa Simões e Dinalva dos Santos. Elas realizam atendimentos individuais com as crianças e adolescentes e também fazem reuniões com as famílias, para orientar e fortalecer os vínculos.

Ela explicou que a automutilação é um tipo de agressão contra o próprio corpo, e que quem a pratica, faz sem a intenção de cometer um suicídio. A maioria dos casos registrados é de meninas dos 9 aos 19 anos e o ato é realizado de forma escondida, algo planejado para não ser descobertos. Ou seja, “a automutilação não é uma forma de chamar a atenção de pais, familiares ou amigos”, afirmou.

Carla declarou também que a automutilação ocorre pelo fato da pessoa se considerar incapaz de lidar com uma dor psicoemocional muito forte, frustrações, raiva ou até mesmo o bullying. Sendo essa uma busca de distração, uma forma de escape para o problema.

As características mais comuns entre os que praticam tal ato são a timidez excessiva, retraimento social, dificuldade em se relacionar, marcas como cortes e hematomas.

“A orientação é que os pais busquem e tentem retomar essa relação do toque e aproximação, passando assim, uma segurança para que quando os filhos estiverem num momento difícil, busquem a ajuda dos pais e não cometam atitudes como a automutilação”, concluiu Carla.

Na descoberta desses feitos, os pais podem procurar a ajuda das psicólogas e da diretora da escola Jomap, conhecendo assim o projeto e buscando soluções para o problema.

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