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No Brasil, Hillary manda recados para o mundo islâmico

Geral – 17/04/2012 – 09:04

Secretária de Estado americano deu declarações durante coletiva em Brasília

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, foi questionada sobre situação no Irã, Síria e Afeganistão durante a visita à capital do Brasil, Brasília, nesta segunda-feira (16).

Hillary está no país para reforçar a parceria firmada entre Brasil e EUA, já demonstrada nos encontros entre Dilma Rousseff e Barack Obama. Apesar da líder americana ter privilegiado temas econômicos, jornalistas do mundo inteiro não perderam a oportunidade, e durante a coletiva de imprensa questionaram a secretária sobre a crise nuclear com o Irã.

Em reposta, a secretária reafirmou a disposição dos EUA em negociar o tema, contanto que haja disposição dos iranianos.

— O Irã tem que saber que eles têm que fazer certas coisas e eliminar muito da ambiguidade nuclear, ser mais abertos e mais transparentes. […] Agora o ônus da prova é do Irã. Eles têm que mostrar que são sérios e vamos manter as sanções como estão.— afirmou Hillary sobre o encontro ocorrido em Istambul, Turquia, no último sábado (14).

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, disse que seu país está pronto para resolver todas as questões nucleares na próxima rodada de negociações com potências mundiais, agendada para ocorrer o próximo dia 23 de maio em Bagdá, se as nações ocidentais começarem a remover as sanções, afirmou a agência de notícias iraniana Isna nesta segunda.

Afeganistão

Outro assunto questionado pelos jornalistas foi a situação no Afeganistão. No domingo (15), o grupo terrorista Taleban atacou Cabul, capital do país, com explosivos pesados, foguetes e disparos de armas, numa das maiores ofensivas na capital afegã na última década. Hillary reforçou a confiança nas forças de segurança afegãs e afirmou que os rebeldes estão perdendo a batalha.

—Apesar dos ataques terríveis, [os ataques] não tiveram êxito e foram mais uma tentativa falida dos extremistas querendo solapar o progresso. — disse a secretária americana.

Nos últimos meses, os talebans intensificaram ações terroristas contra as tropas estrangeiras que ocupam o Afeganistão. Em declaração, o grupo afirmou que irá expulsar americanos do país da mesma forma que fizeram com os russos no final dos anos 80.

Síria

Investigadores de direitos humanos da ONU disseram nesta segunda que receberam relatos de bombardeios e prisões por forças sírias depois do cessar-fogo, além das execuções de alguns soldados capturados por rebeldes, embora o grau da violência tenha em geral diminuído. Sobre o assunto, Hillary mostrou preocupação em relação aos primeiros relatos da visita dos observadores da ONU, mas evitou julgamentos precipitados.

—Não vou prejulgar o resultado do protesto na Síria porque o primeiro grupo de monitores da ONU está sendo instalado hoje. […] Essa semana tem importância fatídica para avaliar (a situação). — declarou a secretária americana.

A equipe chefiada pelo especialista brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, que chegou à Síria nesta segunda, disse esperar que a trégua obtida pelo mediador internacional Kofi Annan seja mantida e ajude a pôr um fim às flagrantes violações dos direitos humanos documentada nos últimos seis meses pelos investigadores.

A trégua na Síria entrou em vigor na quinta-feira (12) passada, e a comissão se disse preocupada com relatos de vários incidentes desde então, incluindo bombardeios a vários bairros em Homs e o uso de armas pesadas em outras áreas.

*Colaborou a jornalista Marina Marquez do R7, em Brasília

Fonte: R7

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