29/12/2017 12h37
Por: Ana Carolina Kozara
Doze internas que cumprem o regime semiaberto na penitenciária de Três Lagoas irão, gradualmente, desocupar o prédio onde a unidade funciona e passam a ser monitoradas por tornozeleira eletrônica.
As informações são da Agencia Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) que em entendimento com o Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul entenderam que os gastos gerados pela locação do prédio, cuidados com as detentas e pagamento dos agentes que trabalham naquele local estava sendo inviável para o numero baixo de mulheres presas em regime semiaberto.
Conforme nota enviada pela Agepen à Caçula FM, o monitoramento das detentas dera feito pela Unidade Mista Estadual de Monitoramento Virtual, na capital e antes de a decisão ter sido tomada, foi realizada a avaliação do perfil de periculosidade de cada detenta, não havendo sinais de maior potencial ofensivo.
As presidiárias serão monitoradas 24 horas por dia, tendo que atender a uma série de critérios estabelecidos, sob o risco de serem regredidas ao regime fechado no caso de não cumprimento do que for estabelecido. No semiaberto, as internas apenas iam dormir na unidade.
Tal medida já vem sendo adotada em outros estados do Brasil e será aplicada também em outros semiabertos do estado, onde o judiciário e a Agepen considerarem a medida viável e eficaz.
No acordo firmado, ficou estabelecido que caso nas próximas progressões, seja identificado algum caso que não cabe a utilização da tornozeleira a custodiada poderá cumprir o semiaberto em presídio de outra comarca.
Os funcionários que atuam no estabelecimento serão remanejados para a penitenciária de Três Lagoas e no presídio feminino fechado.



