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sexta-feira, 25 de setembro, 2026

Para não perder guarda do filho, homem implora por oportunidade de emprego

13/12/2017 17h07

Por: Ana Carolina Kozara

Com lágrimas nos olhos o Rondoniense Edivan Nascimento Cesar, conta como chegou a Três Lagoas e a luta que trava para conseguir um emprego e criar o seu filho de 9 anos, que foi abandonado pela mãe.

Edvan cria o filho desde que o menino tinha dois anos de idade, o homem conta que sempre trabalhou muito para nãodeixar faltar o pão de cada dia dentro do seu lar, mas que nos últimos meses a situação ficou muito difícil para a família e então decidiu buscar uma nova oportunidade em Três Lagoas.

A família vivia em Porto Velho e de carona chegaram à cidade sul-mato-grossense. Edvan conta que uma amiga falou das inúmeras vagas de emprego no município e ele como caminhoneiro acreditou que conseguiria rapidamente uma colocação, porém o destino mudou sua sorte e no caminho para uma vida nova pai e filho foram assaltados, perderam todos os documentos e chegaram à Três Lagoas sem identidade, sem local para ficar e sem perspectiva do que iriam fazer.

Para não deixar o filho nas ruas, Edvan procurou o Centro POP no dia 1 de Dezembro onde foi informado que não poderia ficar naquele local com a criança, isso porque o local é destinado para o acolhimento de adultos.

O conselho tutelar foi comunicado e depois de analisar os documentos de guarda de Edvan e ver a família tem muito carinho e muita vontade de permanecerem juntos, os conselheiros abriram um precedente para ajudar o homem a reconstruir sua vida.

De acordo com o conselheiro Daniel Batista Rosa, a criança fica na sede do conselho tutelar durante o dia para que o pai procure um emprego e a noite permite que o menino durma junto com seu genitor.

Daniel disse que a situação da família é delicada, isso porque para que esta situação, sem precedentes, pudesse acontecer legalmente, foi realizado um documento determinando que Edivan tem até o dia 18 de dezembro para regularizar a sua condição, antes que as providencias legais sejam tomadas.

Em entrevista à Caçula FM, Edivan disse que trabalha como caminhoneiro, mas que não consegue uma colocação porque sua CNH foi roubada e ainda não conseguiu ter acesso à segunda via do documento. Em prantos, o homem pediu uma oportunidade de emprego para poder continuar cuidado do filho que tanto ama.

Os interessados em ajudar a família, podem procurar o conselho tutelar R. Zuleide Pérez Tabox, 306 – Centro, ou entrar em contato com o telefone (67) 99293-1579

Daniel Batista Rosa, Conselheiro Tutelar

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