Geral – 16/04/2012 – 07:04
Com prazos apertados para implementar a aguardada rede 4G, o governo volta seus esforços para a preparação do leilão que permitirá, ao longo dos próximos anos, a utilização no país dessa nova tecnologia de internet móvel em velocidade ultrarrápida.
Até lá, os usuários têm que se contentar com a 3G, já disponível, mas com enormes desafios a vencer Brasil afora. A lista de pendências vai do aumento de capacidade em grandes centros urbanos, como Rio e São Paulo, ao alcance em cidades menores, do interior.
De acordo com dados da consultoria Teleco, a 3G está presente em pouco mais da metade (51,8%) dos municípios brasileiros. Em março, a banda larga no celular estava funcionando em 2.883 das 5.565 cidades e atendia a 85% da população.
A 4G é um novo padrão de tecnologia chamado Long Term Evolution (LTE), tida como a evolução da rede 3G. A velocidade de conexão chega a ser até doze vezes mais rápida que no sistema atual. No leilão, que deve ocorrer em junho, fala-se em investimentos de até R$ 1,5 bilhão por uma licença nacional, além da construção de milhares de antenas — cada uma custa em média R$ 400 mil.
A Huawei, gigante chinesa que fornece infraestrutura para as empresas de telecomunicações, mostra-se preocupada com o cenário. Maurício Higa, gerente de Marketing de Redes Móveis da empresa, diz que o investimento das teles terá de ser distribuídos entre as duas tecnologias
Fonte: Bruno Rosa, O Globo


