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CPI solicita informações da JBS sobre cumprimento dos termos de concessão de benefícios

24/08/2017 08h53

Deputados estaduais de MS já encontraram irregularidades nos acordos com as unidades de Ponta Porã e Campo Grande.

Por: G1

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Irregularidades Fiscais e Tributárias da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou nesta quarta-feira (23) a solicitação de informações à holding JBS sobre o cumprimento dos compromissos firmados com o governo para concessão de benefícios.

O grupo investiga crimes de improbidade administrativa do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) a partir das delações do empresário Wesley Batista, dono da JBS.

Os deputados cancelaram a visita às unidades de Ponta Porã e Campo Grande após a admissão de descumprimento dos compromissos por parte da empresa. Agora, a comissão quer saber em relação aos frigoríficos de Cassilândia e Nova Andradina. Enquanto isso, a visita prevista para a próxima quarta-feira (30) à unidade de Cassilândia está mantida.

Segundo o presidente da CPI, deputado Paulo Corrêa (PR), já foram analisadas 5 mil notas no segundo Termo de Ajustamento de Regime Especial (Tare). “Posso adiantar que tem inconsistências”, afirmou o parlamentar.

O grupo investiga crimes de improbidade administrativa do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) a partir das delações do empresário Wesley Batista, dono da JBS.

A procuradora Raquel Dodge que vai assumir o comando da Procuradoria Geral da República, em substituição ao atual procurador-geral, Rodrigo Janot, respondeu ao requerimento da CPI alegando que só poderá atender depois da posse.

Os deputados também querem esclarecer os fatos com Rodrigo Janot que ainda não respondeu ao requerimento aprovado na semana passada. Corrêa pediu o apoio da presidência da Casa, deputado Júnior Mochi (PMDB), e dos senadores sul-mato-grossenses para conseguir a audiência.

A principal questão é em relação ao ressarcimento previsto para o estado, caso seja aprovado o acordo de leniência. De acordo com o deputado Eduardo Rocha (PMDB), as unidades de Ponta Porã e as duas da capital, receberam R$ 135 milhões em incentivos e não cumpriram o acordo.

Segundo presidente da CPI, já foram analisadas cinco mil notas e foram encontradas inconsistências (Foto: Wagner Guimarães/ALMS)

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