Policial – 12/04/2012 – 10:04
Há aproximadamente um mês a vice presidente do Conselho Tutelar, Mirian Monteiro Herrera Hahmed recebeu um ofício da promotora Drª. Ana Cristina Carneiro Dias, solicitando um acompanhamento para uma gestante que segundo denuncias ao Ministério Público estaria fazendo programas no bairro Interlagos.
Mirian foi até a casa de programas e ao conversar com a proprietária foi informada que a garota frequenta o local.
A gestante C.S.F. (19), foi chamada para comparecer no Conselho Tutelar onde disse não estar grávida, a conselheira questionou a resposta mediante o tamanho de sua barriga que comprovava a gestação, onde a mesma relatou ter feito exames em dezembro de 2011 que provavam não estar grávida.
Por duas vezes a conselheira marcou em pegar C.S.F. em sua residência para fazer o exame que comprovaria a gravidez que era visível. A gestante sumiu e o caso foi encaminhado para equipe de prevenção ao acolhimento que não foi localizada durante um mês.
Na manhã da última quarta-feira (11), por volta das 7h30, a conselheira recebeu uma denúncia anônima que C.S.F teria tomado Citotek, feito um aborto com o uso do medicamento e enterrado a criança em uma estrada não identificada pela denunciante.
O Hospital e o Posto de Saúde foram acionados para averiguação se a gestante teria dado entrada e foram informados que a mesma não teria dado entrada. Por volta das 18h a conselheira foi informada que no PAB (Pronto Atendimento Básico) uma moça deu entrada com febre e sangramento e foi encaminhada ao H.A. (Hospital Auxiliadora).
No Hospital ao ser questionada sobre a gravidez C.S.F. continuava negando estar grávida, a conselheira percebeu que a barriga da gestante teria diminuído em relação a um mês atrás.
Mediante exame a ginecologista constatou restante de placenta que pelo tamanho ela estaria grávida de cinco meses.
O delegado de plantão e o médico legista foram acionados para comparecer ao local, C.S.F. negava em todo momento ter estado grávida, más diante dos exames ela resolveu assumir a gravidez, ter tomado chá de “mamãozinho” efetuando o aborto e o feto teria caído dentro do vaso sanitário.
A vice presidente do Conselho Tutelar registrou o boletim de ocorrência na D.e.p.a.c. (Delegacia de Pronto Atendimento à Comunidade) noite da última quarta-feira (11), por volta das 20h50.
C.S.F. poderá ser condenada por crime de aborto.
Fonte: Da redação / Saulo Rodrigues


