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Neuroestimulação pode ajudar pacientes de Parkinson a recuperar a autonomia

Geral – 11/04/2012 – 12:04

“É hoje o tratamento mais avançado para a doença”, diz neurocirurgião

Uma tecnologia médica pode ajudar os pacientes de Parkinson, doença que tem seu dia mundial nesta quarta-feira (11). A neuroestimulação, ainda pouco difundida no País, é uma das alternativas quando medicamentos e fisioterapia deixam de surtir efeito.

A tecnologia consiste em um aparelho similar a um marca-passo, implantado no peito do paciente, enviando estímulos elétricos (por meio de eletrodos) para áreas específicas do cérebro, ajudando o parkinsoniano a controlar seus movimentos e recuperar a autonomia.

A cirurgia é feita com o paciente acordado, assim ele pode auxiliar o médico na localização da área exata que controla os movimentos no cérebro. O neurocirurgião Erich Fonoff explica:

— A neuroestimulação é hoje o tratamento mais avançado para a doença de Parkinson. É uma terapia segura que proporciona resultados excelentes. Ela é realizada no exterior e no Brasil desde os anos 80, mas nos últimos anos ganhou mais efetividade, podendo ser aplicada com maior precisão. O implante é uma alternativa para os casos em que o tratamento medicamentoso deixou de ser eficiente ou para quem sofre muito com os efeitos colaterais.

O Ministério da Saúde estima que a prevalência do Parkinson no Brasil seja de 100 a 200 casos para cada 100 mil habitantes. Trata-se de uma condição crônica, sem causa conhecida, progressiva e degenerativa do sistema neurológico, que afeta os movimentos e a coordenação dos portadores. Conforme progride, incapacita o indivíduo, fazendo com que atividades simples do dia a dia, como tomar banho e se vestir, se tornem impossíveis.

— Mesmo com toda a evolução na área médica nos últimos anos, o Parkinson ainda é uma doença de difícil diagnóstico e sem cura. Seus sintomas iniciais podem ser confundidos com outras doenças, além de variar bastante de paciente para paciente.

Geralmente os primeiros sinais da doença de Parkinson são sutis. Muitos ficam surpresos ao saber que a falta de expressão facial, perda do olfato, constipação, tontura, desmaios, postura curvada e dificuldade para dormir também podem ser sintomas da doença.

Segundo o médico, a maioria das pessoas só reconhece a doença quando surgem os tremores constantes e a dificuldade para se movimentar e andar. Normalmente, os sintomas aparecem depois dos 65 anos de idade, porém aproximadamente 15% dos que convivem com o Parkinson desenvolvem a doença antes dos 50 anos.

— Ainda não existe prevenção. Mas quanto antes for descoberta, melhor será a resposta do paciente ao tratamento. Adiar a procura por ajuda médica pode interferir no sucesso da terapia.

Fonte: R7

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