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Propinas para Zeca, Puccinelli e Reinaldo teriam passado de R$ 100 milhões, diz JBS

19/05/2017 15h01

Somente André teria ficado com R$ 90 milhões

Por: Midiamax

Nos vídeos de delação premiada da Operação Lava Jato, cujo sigilo foi quebrado na tarde desta sexta-feira (19) pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o empresário Wesley Batista, sócio da JBS, revela uma lista de empresas que teriam dado notas frias durante as gestões de André Puccinelli (PMDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB), além de repasses em dinheiro também para Zeca (PT), que ultrapassam R$ 100 milhões.

Somente André Puccinelli, segundo Wesley, teria levado R$ 90 milhões em propina, sendo supostamente R$ 30 milhões em dinheiro e R$ 60 milhões por meio de um doleiro. O empresário afirma que Joesley teria negociado os repasses com os ‘operadores’ do ex-governador, o empresário Ivanildo Miranda e André Luiz Cance.

Wesley revela na delação que que o esquema era operado por Joesley na época do governo Zeca, que cobrava 20% do valor do benefício de redução do ICMS, tendo como contrapartida o pagamento de propina. “Como este fato é de 2003, não temos mais o registro de quanto foi pago, nem a forma como foi pago”, diz.

Entretanto, o empresário cita que em 2010, enquanto candidato a deputado, Zeca teria pego R$ 3 milhões de Joesley para campanha, sendo R$ 1 milhão em doação oficial e R$ 2 milhões em espécie, no escritório da empresa em São Paulo.

“Foram pagos por várias modalidades: notas frias, notas fiscais, doleiros e a terceiros no período do Puccinelli”. O delator apresentou uma tabela com as doações, mas apenas algumas empresas são citadas no áudio, como R$ 5 milhões ao Ivanildo, R$ 9,5 milhões para a Proteco Construções, R$ 980 mil para a Gráfica do Mirched Jafar, MP Produções Cinematográficas, Art Propaganda, Ibope Pesquisa e Consultoria (com nota de R$ 2,8 milhões), Amapil Táxi Aéreo, Instituto Ícone, cujo filho de Puccinelli é sócio, de R$ 1,2 milhão e R$ 2,9 milhões para Gráfica Alvorada.

Wesley detalha uma nota de R$ 12,9 milhões da empresa Buriti durante a gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB) e outros R$ 10 milhões em espécie. “O pagamento em espécie de R$ 10 milhões foi tratado diretamente comigo. O Boni foi ao palácio do governo lá em Campo Grande e pegou em mãos as notas frias e processou o pagamento”, diz.

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