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‘Apae está em situação precária e pede socorro’ aponta Câmara

13/04/2017 16h59

‘Apae de Brasilândia está em situação precária e pede socorro’ aponta Câmara

Parlamentares cobram repasse de recursos da Prefeitura para entidade

Por: Infoco Bolsão mais informações Clique Aqui

A situação crítica da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) da cidade de Brasilândia/MS vem sendo um dos principais temas debatidos entre os vereadores da cidade.

“A Apae do nosso município está abandonada e não temos profissionais, como de fisioterapia ou fonoaudiólogo para atender os alunos”, apontou o vereador Antonio José da Silva – Toninho da Prefeitura (PROS).

Para o vereador Toninho é lamentável uma entidade tão conceituada e que atende tão bem à população está enfrentando essa situação por falta de repasse da administração municipal. “Se Apae está assim imagine a situação que está as outras escolas”, desabafou o vereador.

Nem mesmo os representantes da entidade sabem dizer ao certo o que está acontecendo. “Cada uma empurra para o outro na Prefeitura e falam que os profissionais vão chegar na próxima semana. Mas já se passaram dois meses e nada aconteceu”, completou Toninho.

O vereador afirmou ainda que já foi aprovado pela Câmara Municipal em março deste ano, repasse de mais de R$ 22,8 mil para Apae, mas os recursos não chegaram a entidade.

Por outro lado, o vereador Alexandre Rodrigues Carlos (PP) ainda tentou defender o Governo Municipal afirmando que com a Lei Federal nº 13.019/2014, que ficou conhecida como “Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil”, a administração está encontrado dificuldades em fazer os repasses e que os alunos estão sendo atendidos na Clínica Municipal de Fisioterapia. “Lá são atendidos pelo menos cinco crianças da Apae e eu atendo à uma outra a domicílio pela Prefeitura”, disse Alexandre.

Já vereadora Maria Jovelina da Silva – Jô Silva (PDT) tem uma opinião bem diferente. “É possível sim fazer o repasse da instituição, desde que ela atenda as exigências do Marco Regulatório”.

Ela citou que atualmente já tem um funcionário da Prefeitura trabalhando para Apae. “É uma questão burocrática apenas e eu acredito sim que tem mecanismo que possa ser feito pela administração para ajudar a Apae. O que precisa é ter bom senso e olhar com mais carinho para essa situação”, acrescentou a vereadora.

O presidente da Câmara, Paulo Sérgio Abreu (PN) também foi taxativo em dizer que a Prefeitura pode sim contribuir com a APAE. “Está dependendo apenas de um decreto. Mudou sim as regras com a nova lei, mas é apenas uma questão de adaptação”, disse.

Sérgio Abreu falou ainda que a situação realmente é precária na Apae e que inclusive visitou o local junto com outros vereadores. “A entidade está apenas com dois funcionários. Um para recepção e outro que ficam cuidando das crianças. Às vezes tem que colocar todas os alunos em uma sala de aula para conseguir realizar alguma atividade”, lamentou.

O presidente também confirmou a falta de fisioterapeuta e outros profissionais para atender melhor os alunos. “Tudo depende desse decreto que está no Departamento Jurídico da Prefeitura. Espero que o Executivo tome providência e resolva essa situação. Esse é o pedido que fazemos”, finalizou o presidente.

Vereadores afirma que repasse aprovado na Câmara ainda não chegou à entidade

Presidente da Câmara, Sérgio de Abreu cobra decreto que está no Jurídico da Prefeitura para garantir repasse dos recursos

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