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Namoro tradicional enfrentou não do pai e esperou 16 anos para chegar ao altar

10/04/2017 08h52

Amizade de infância virou uma bela história de amor e teve direito até a “corte”, período antes do namoro

Por: Campo Grande News

Michelle e Hideki provaram que não há tempo e distância para quem achou um grande amor. Amigos de infância, percorreram um longo caminho até conseguirem ficar definitivamente juntos, depois de 16 anos.

Foi em 2001 que Hideki Yanai se apaixonou por Michelle Akamine, dentro de uma igreja. “Ele se tornou o meu amigo”, diz ela.

A relação durou anos como amizade. Apesar do amor que já existia, tiveram de esperar o momento certo para viverem juntos. O primeiro desafio foi enfrentado com a distância. Michelle foi morar no Japão com a família e só voltou quatro anos depois para Campo Grande. Enquanto isso, o único contato eram por e-mails e cartas.

Religiosos e de famílias tradicionais japonesas, Hideki pediu permissão para fazer a “corte” mesmo à distância, uma tradição para que o casal se conheça antes de iniciar uma relação amorosa. “É o momento de conhecer um ao outro antes de namoro. Porque tem gente que namora para saber se não vai dar com a pessoa, mas a corte é para evitar que se tenha vários relacionamentos antes do matrimônio”, explica Michelle.

Da amizade verdadeira que virou amor, veio o natural pedido de namoro, momento que eles enfrentaram o primeiro não da família. “Meu pai não o conhecia direito nos primeiros contatos e ele acabou dizendo não durante o pedido, mas também pelo fato que eu tinha acabado de entrar na faculdade. Eles achavam que uma rotina nova podia atrapalhar nos estudos”.

Foram meses até o namoro finalmente começar. “As duas famílias estavam cientes do que a gente sentia e em 2010 a gente começou a namorar. Eu já tinha certeza que ficaríamos para sempre”, lembra.

Anos mais tarde, depois que Michelle estava próxima de terminar a faculdade, veio a surpresa com um pedido de casamento que Hideki organizou ao lado da família, no lugar favorito dos dois.

“O pedido foi surpresa no aniversário de cinco anos de namoro. Eu estava numa rotina bem doida de trabalho naquele dia. Ele me chamou para tomar um café como sempre fazíamos depois que eu terminava o expediente. Quando eu cheguei no café, percebi que estava lotado e fui procurar o nosso lugar preferido, foi ali que vi nossa família”.

Com flores na mão, o pedido de casamento foi abençoado por todos e para uma cerimônia dos sonhos, os noivos decidiram juntos cada detalhe. “Uma das coisas que mais me encantou é que ele quebrou aquela ideia de que casamento tem que ser preparado somente pela noiva. Ele participou de tudo, nos mínimos detalhes. Isso deixou tudo especial”.

Em cerimônia lotada de charme, nem a chuva estragou o grande dia que ganhou de presente um pôr do sol magnífico. “Fizemos uma festa para 400 pessoas. Naquele dia choveu e eu chorei com medo de que nada desse certo. Mas vendo nossos amigos e nossa família, eu tive a chuva como paz e uma cerimônia abençoada”.

Com todo carinho, o porta alianças feito por eles foi levado ao altar pelos avôs de Hideki que vieram do Japão e se tornaram inspiração para o amor do casal. “Até quem era de fora ficou emocionado, eles deram um significado muito especial a nossa vida. Estão juntos há 50 anos’, descreve.

Após um emocionante sim, juntos, tiveram a certeza que valeu a pena todo tempo esperado. “Ele sempre fala que estava esperando a pessoa certa e eu sempre brinco dizendo para casarem com o melhor amigo, mas a verdade é que acredito que Deus me deu um parceiro para vida toda. Não precisamos de mais nada para completar nosso relacionamento, com amor temos tudo”.

Michelli e Hideki, durante cerimônia depois de anos a espera do sim. (Foto: Renato Zaar)

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