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sábado, 2 de maio, 2026

Senador quer apoio do governo para resolver impasse da UFN-3 em Três Lagoas

28/01/2017 – Atualizado em 28/01/2017

Por: Ascom

O senador Pedro Chaves (PSC-MS) quer o apoio do Ministério da Agricultura na luta para retomar as obras da fábrica de fertilizantes que a Petrobras começou a construir em Três Lagoas. Em função da crise financeira que atravessa, a estatal interrompeu as obras em outubro de 2014 e optou por vender o empreendimento, que já está com 81 % concluído. O processo de venda não teve sequência porque o Tribunal de Contas da União suspendeu a comercialização dos ativos da empresa para fazer uma análise dos projetos.

“É muito importante o apoio do governo federal para que possamos destravar o processo e permitir a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-3), que já consumiu R$ 3,2 bilhões em investimentos e está paralisada há mais de 2 anos, com sérios prejuízos para Três Lagoas e região. Se a Petrobras quer vendê-la, que sejam resolvidos os entraves, para que as obras terminem e a fábrica entre em funcionamento, gerando empregos e riquezas para o nosso estado. O Ministério da Agricultura precisa ser nosso parceiro nessa luta porque a unidade produzirá fertilizantes em quantidade suficiente para acabar com a dependência do Brasil do mercado externo”, afirmou o senador, durante a solenidade de lançamento da colheita de soja da safra 2016/2017, na Fazenda Jotabasso, em Ponta Porã, que contou com a presença do ministro interino da Agricultura, Eumar Novacki.

Na terça-feira (24), Pedro Chaves se reuniu em Brasília com o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Raimundo Carreiro, a quem pediu celeridade, por parte do TCU, na análise do processo relativo a fábrica de fertilizantes de Três Lagoas. Carreiro informou que, na semana que vem, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, vai se reunir com o ministro José Múcio, relator do caso no tribunal, para dar sequência às tratativas que envolvem o processo.

Equilíbrio – Na solenidade em Ponta Porã, o senador defendeu a expansão da produção agrícola e a necessidade de compatibilizá-la com a conservação do meio ambiente. “Em hipótese alguma vamos inibir o produtor de continuar trabalhando para levar alimentos à mesa dos brasileiros e dos países para os quais exportamos nossas commodities. Os agricultores fazem isso com muito suor, talento e competência, haja visto a produção de soja, que vai chegar a 7,5 milhões de tonelada nesta safra, novo recorde para o nosso estado. Mas é preciso conciliar essa necessidade de aumento da produção, que é mundial, com os cuidados necessários à conservação ambiental. Na minha opinião, tem que haver equilíbrio entre produção e conservação, e não há nenhuma incompatibilidade nisso, desde que produtores e ambientalistas estejam dispostos a uma convivência pacífica, profícua para ambos os lados. Não existe conservação ambiental se não houver lucro na atividade rural, mas também não existirá agricultura se não cuidarmos das nascentes dos rios e das áreas de preservação permanente, previstas legalmente no Código Florestal. A agricultura depende fundamentalmente de água. Por isso defendo a expansão das fronteiras agrícolas de modo racional e sustentável, para evitar desastres como o que aconteceu no Rio Taquari.

Esse é o caminho”, acredita Pedro Chaves.

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