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Delegado recebe prontuário e deve ouvir médicos sobre caso de aborto

12/12/2016 – Atualizado em 12/12/2016

Por: Midiamax

O prontuário médico de Aline Franco, de 26 anos, que foi atendida primeiro no hospital da cidade de Porto Murtinho distante 454 quilômetros de Campo Grande, será analisado pelo delegado que cuida do caso, Rodrigo Nunes.

“Depois de analisar o prontuário médico de Aline vou intimar os médicos para prestar depoimento e ainda vou pedir o prontuário quando ela passou por Jardim”, explicou Rodrigo Nunes. Ainda de acordo com o delegado a amiga, Simone Mareco, vai ser intimada a depor, “Ela ainda não foi encontrada”, disse.

Ainda de acordo com o delegado, Simone pode ser responsabilizada pelo aborto mal sucedido e pela compra do remédio Cytotec, que tem princípios abortivos em sua fórmula, “”É só atravessar o rio e você está no Paraguai. Fácil para comprar o remédio”, explicou Rodrigo.

O aborto

Aline Franco morreu nesta terça-feira (6) depois fazer um aborto ilegal com a ajuda de uma amiga, na cidade de Porto Murtinho, distante 454 quilômetros de Campo Grande, segundo o boletim de ocorrência registrado nesta quinta-feira (8).

A mãe da jovem disse na delegacia que não sabia que a filha estaria grávida. Segundo ela, recebeu telefonema de uma amiga identificada como, Simone, dela afirmando que a moça teria passado mal e estava morta.

Segundo informações, depois do procedimento a jovem passou mal e foi levada para o hospital da cidade, mas omitiu do médico que teria feito um aborto e que estava passando mal por causa do calor.

Como o estado de saúde era muito crítico, ela foi encaminhada como vaga zero para o hospital Santa Casa de Campo Grande, mas na cidade de Jardim acabou morrendo dentro da ambulância.

Exames

Após o velório de Aline dos Reis Franco, de 26 anos, ser interrompido para que o corpo fosse levado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), órgãos e fragmentos de órgãos da jovem foram retirados para serem examinados. Aline morreu após passar mal e conforme relato de uma amiga, estava grávida de 2 meses e teria tomado um remédio abortivo.

No Imol foi feito o exame necroscópico e foram retirados fragmentos dos pulmões, cérebro, fígado e coração da jovem para novos exames. O útero inteiro também será analisado, já que há suspeita que a vítima estivesse grávida e tenha ingerido Cytotec, um remédio abortivo de venda proibida no Brasil.

A princípio, o médico que constatou o óbito da jovem atestou insuficiência respiratória aguda e traumatismo cranioencefálico. Como a declaração de óbito foi feita em cartório, tanto o médico quando a tabeliã que assinou o documento devem ser ouvidos pela polícia. A mãe de Aline procurou a polícia após saber que ela teria morrido de TCE, mas não ver qualquer ferimento na cabeça da jovem.

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