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terça-feira, 28 de abril, 2026

Três-lagoense de 16 anos é apontado como um dos responsáveis por postagens racistas no perfil da cantora Preta Gil

11/11/2016 – Atualizado em 11/11/2016

Caso aconteceu em Julho deste ano

Por: Ana Carolina Kozara

Se esconder atrás de um computador e proferir ofensas e ataques racistas contra outras pessoas esta se tornando cada vez mais comum, principalmente porque as pessoas acreditam que no ambiente virtual é possível expressar suas opiniões de forma anônima, sem sofrer nenhum tipo de consequência legal pelos seus atos.

Nesta quinta-feira (10) um três-lagoense de 16 anos descobriu da pior forma que toda a movimentação feita na internet pode ser rastreada e acabou sendo conduzido à sede do SIG (Setor de Investigações Gerais) e teve todo o seu material eletrônico apreendido para averiguação, isso porque o adolescente é apontado como um dos responsáveis por proferir ofensas e ataques racistas no Facebook.da Cantora Preta Gil em julho deste ano.

O caso teve repercussão nacional e passou a ser investigado pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, que identificou mais de cem perfis na rede social que poderiam ter ligação com o crime, dentre estes o do adolescente três-lagoense.

As investigações apontaram que uma das mensagens ofensivas havia sido postada utilizando a rede de dados instalada em um imóvel localizado na Rua Wilson de Carvalho Viana, bairro São Jorge, sendo que diante das informações os policiais do SIG se deslocaram até a residência e foram recebidos pela mãe do acusado, que se mostrou surpresa com a suspeita de que o adolescente tivesse cometido o crime cibernético.

O menor confessou aos policiais que no inicio do ano fazia parte de um grupo social fake denominado “Máfia Maliciosa” e que através de um perfil falso no facebook postou na pagina oficial da Preta Gil diversos xingamentos relativos à cor de pele da cantora.

Os investigadores questionaram o motivo que levou o adolescente à realizar tais postagens, e o acusado alegou que teria sido coagido pelo administrador do grupo, sob pena de ter sua conta “hackeada” e excluída.

Com o mandado de busca domiciliar em mãos, os policiais revistaram o imóvel e localizaram diversos eletrônicos que poderiam ter sido utilizados para realizar as postagens ofensivas, sendo então apreendidos e encaminhados à perícia técnica de Campo Grande (MS).

De acordo com o delegado titular do Setor de Investigações Gerais, Dr. Ailton Pereira, o adolescente se mostrou arrependido e, após prestar declarações, foi liberado para seu representante legal.


Preta esteve na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informatica (DRCI) onde prestou queixa por cerca de uma hora - Domingos Peixoto / Agência O Globo


https://youtube.com/watch?v=RRIkufmP2PA

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