05/10/2016 – Atualizado em 05/10/2016
Por: Rayani Santa Cruz
Pela manhã desta quarta-feira (05), o operário Ronivaldo Soares da Silva de 45 anos, compareceu até a Rádio Caçula para reclamar sobre a greve dos bancários que completa 30 dias hoje, e o impede de fazer saques e utilizar do seu dinheiro.
Segundo Ronivaldo o cartão magnético, ficou pronto e está na agência bancária, bastando apenas um funcionário do banco para que o mesmo possa retirar o objeto e efetuar os devidos saques nos terminais eletrônicos.
Ele diz que mora em Três Lagoas há 7 anos e nunca passou tanta dificuldade como no último mês, pois tem que fazer os devidos pagamentos de pensão alimentícia, quitar boletos que já estão cobrando juros e ainda o sustento básico da família.
“Eu só quero pegar meu cartão, eles poderiam trabalhar por pelo menos duas horas para atender as pessoas, eu não consigo fazer nada sem o cartão” exclamou o trabalhador.
Os trabalhadores pedem reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, acima da inflação de 9,31%. Além de participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880). Também é pedido décimo-quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.
Foram 10 tentativas de acordo e a última proposta da Fenaban (Federação Nacional de Bancos), ocorreu no dia 28 de setembro, foi de reajuste de 7% e um abono de R$ 3,5 mil, com aumento real de 0,5% para 2017. A última assembleia realizada pela categoria em São Paulo, na segunda-feira (3), decidiu pela continuação da greve.




