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S.I.G.O. fora do ar prejudica o registro e investigações de crimes e Polícia Civil pode paralisar atividades

13/09/2016 – Atualizado em 13/09/2016

Por: Ana Carolina Kozara com informações de assessoria de Imprensa

O SIGO (Sistema Integrado de Gestão Operacional) é um software utilizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança do Mato Grosso do Sul (Sejusp) para armazenar dados das ocorrências atendidas pela Polícia Militar, Civil, Corpo de Bombeiros e outras unidades de segurança do estado.

O sistema é uma das principais ferramentas utilizadas pelos policiais para registrar ocorrências, cruzar dados de criminosos e fazer estatísticas, além disso, desde a sua implantação ocorrida em 2006 o método tem a premissa de agilizar o atendimento à população.

De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do MS (Sinpol/MS), desde Junho deste ano a utilização do SIGO esta prejudicada, isso porque uma negociação contratual travada entre o Governo do Mato Grosso do Sul e a empresa detentora dos direitos do sistema, resultaram da restrição parcial do sistema durante três meses, até que na tarde desta segunda-feira (12) o acesso foi totalmente bloqueado.

Giancarlo Miranda, presidente do Sinpol-MS, se diz indignado com o problema e afirma que enquanto a administração estadual não resolve a situação, a população e os policiais civis são prejudicados, já que o registro das ocorrências estão demorando horas e não há como fazer o cruzamento de informações para que os crimes sejam investigados.

“Enquanto a administração estadual não resolve a situação, a população e os policiais civis estão sendo prejudicados. O registro de ocorrências está demorando horas e não há como fazer o cruzamento de informações. O trabalho da Polícia Civil está retrocedendo décadas, pois as ocorrências estão sendo registradas em livros e arquivos no computador sem a perspectiva de quando o SIGO voltará a funcionar”, afirmou o presidente do Sinpol-MS, Giancarlo Miranda.

Giancalo disso que em algumas unidades, os delegados instituíram a abertura, em caráter excepcional, de um livro para registro de boletins de ocorrência para ser lançado posteriormente no SIGO quando o sistema voltar.

O Sinpol-MS oficiará a Delegacia-Geral, a Sejusp e o Governo do Estado cobrando a solução para o impasse. “Esperamos que este governo realmente haja de forma diferente dos antecessores e que trate a Segurança Pública com prioridade. O policial civil não tem como servir e proteger a sociedade sem o fornecimento das ferramentas adequadas de trabalho”, declarou o sindicalista.

No próximo sábado (17), às 9h, a categoria se reunirá em Assembleia Geral na sede do Sinpol-MS em Campo Grande para debater, dentre outros assuntos, a paralisação das atividades por tempo indeterminado caso o SIGO não volte a operar. Se aprovada, essa será uma ação inédita dos policiais civis que farão o movimento paredista com o objetivo de reivindicar condições de trabalho.

A equipe de reportagem da Rádio Caçula entrou em contato com o governo do estado, que através de sua assessoria de imprensa informou que o contrato do SIGO estava em análise na procuradoria geral do estado e foi aprovado nesta segunda-feira (12), sendo o documento assinado na manha desta terça-feira (13) e o serviço deve ser reestabelecido até o final do dia.

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