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Militar preso por estupro diz que menina de 11 anos mentiu idade

09/07/2016 – Atualizado em 09/07/2016

Por: Marcio Ribeiro com Midiamax

O soldado do Exército Luiz Antônio Rodrigues dos Santos, de 18 anos, acusado de estuprar uma criança de 11 anos, negou em depoimento que tenha abusado sexualmente e dado drogas para a garota. Embora tenha assumido o ato sexual, Luiz contou ao delegado que a relação foi consentida e a menina havia o informado que tinha 16 anos.

O acusado foi ouvido na tarde desta sexta-feira (8) pelo delegado Paulo Sérgio Lauretto, da Dpca (Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente). De acordo com o delegado, ele contou que no dia em que o caso aconteceu, saiu do quartel do CMO (Comando Militar do Oeste), onde trabalha no setor administrativo, e foi para a Orla Morena, onde comprou uma cerveja e sentou em um dos bancos.

“Ele disse que estava sentado quando a menina teria chegado e puxado assunto. Depois contou que ela pediu um sorvete e ele a levou em uma sorveteria”, relata o delegado.

Na sorveteria o acusado contou que a menina teria o agarrado. Interessado na garota, o militar chegou a cogitar levar a garota para a casa, mas desistiu pelo fato de ser casado. “Por isso ele contou que levou a criança para a casa de um amigo”, continua Lauretto.

Na casa do amigo, um adolescente de 17 anos apreendido na semana passada, Luiz confessou que manteve relação sexual com a menina, todavia, afirmou que o ato foi consentido e que a jovem estava lúcida e tinha consciência do que fazia.

“Ele negou que tenha dado drogas para ela, mas essa informação é contestada no depoimento dos dois adolescentes que estavam na residência. Disse também que apenas ele teve relações com a menina, e que ficaram sozinhos em um dos cômodos da casa”, revela o delegado.

Depois de ser ouvido o militar seguiu para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para fazer exame de corpo de delito e coleta de material genético que será comparado com o material coletado na criança. Com a comparação nos dois materiais, a polícia poderá confirmar o estupro com laudos técnicos.

Luiz será encaminhado para a Polícia do Exército, já que é integrante e presta serviço para o órgão. De acordo com o delegado Lauretto, foi expedido mandado de prisão temporária de 15 dias para o jovem. Ele contou que vai esperar os laudos do Imol para encaminhar o processo já com o pedido de prisão preventiva do soldado.

Relembre o caso

O caso de estupro, que ainda é investigado pela Depca, ocorreu em uma casa no Jardim Canguru, região sul de Campo Grande. A menina de 11 anos fugiu de casa depois de discutir com a mãe e pediu ajuda de um desconhecido, que seria o soldado do Exército. Ele, que tem mais de 18 anos, levou a criança até a casa de um adolescente, oferecendo abrigo para ela dormir.

Segundo a polícia, o grupo fez uso de drogas e a vítima dormiu em um dos quartos. Ela disse para a polícia que ‘apagou’ e estava vestida, mas acordou nua e desconfiou de abuso sexual. No dia seguinte, ela voltou ao local onde havia encontrado o soldado e um grupo de skatistas da região a reconheceu e informou a família, que buscava a menina desaparecida.

A vítima foi levada até a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) onde o caso foi registrado. Médico legista do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) fez os exames necessários que constataram o estupro. A menina também declarou que na casa do adolescente havia drogas e uma arma de fogo e com mandado de busca e apreensão os policiais da Depca apreenderam entorpecente e um revólver no local.

Na casa foram apreendidos 20 gramas de cocaína, três porções de maconha e um revólver calibre 38. O morador casa, um adolescente de 17 anos e o amigo dele de 16 anos, foram apreendidos e encaminhados para a delegacia.

Ambos foram reconhecidos pela menina na delegacia. “Ela está bastante abalada, chegou a entrar em choque no momento que do reconhecimento”, lembrou o delegado. Em depoimento, os adolescentes contaram que no dia do crime o suspeito chegou ao local apresentando a menina como namorada e dormiu lá com ela. “Eles negaram o estupro, ou que viram algo errado, mas admitiram que a vítima foi na casa”, reforçou Lauretto.

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