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sexta-feira, 3 de abril, 2026

No presídio de Três Lagoas, detentas fazem perucas para pessoas com câncer

04/07/2016 – Atualizado em 04/07/2016

Por: Marcio Ribeiro com Notícias MS

Com o objetivo contribuir com a elevação da autoestima de mulheres que estão em tratamento contra o câncer, reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino de Três Lagoas estão trabalhando na confecção de perucas. A iniciativa faz parte do projeto “Banco de Perucas”, desenvolvido na unidade pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, com apoio da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

Além da parte social, de ajudar alguém que está passando por um momento tão difícil na vida, o trabalho é um grande estímulo às internas, que se profissionalizam na área, um mercado escasso de profissionais, e também garante remição de um dia pena a cada três de serviços prestados.

“Fico muito feliz por saber que o trabalho que a gente está fazendo aqui vai ajudar pessoas que estão passando por uma doença tão terrível, principalmente que crianças também são beneficiadas com elas”, comenta a reeducanda Cristiane, uma das cinco que atuam na produção das perucas.

De acordo com a diretora da unidade penal, Leonice Miranda Rocha Guarini, o projeto é desenvolvido no presídio há cerca de seis meses. “Primeiramente, foi realizada um palestra para elas, esclarecendo sobre os trabalhos desenvolvidos pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, inclusive com explicações sobre o destino dado às perucas e a importância de doações de cabelos, o que sensibilizou e incentivou até algumas reeducandas a querer doar seus cabelos”, conta a diretora.

Conforme a dirigente, para aprenderem a fazer as perucas, as custodiadas receberam capacitação realizada pela cabeleireira Angela Fernández, do salão Spaço Mega Hair, parceira do projeto.

Para o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, a iniciativa é muito positiva, pois ajuda diretamente a sociedade e, ao mesmo tempo, leva ocupação produtiva, e profissionalizante, às mulheres em situação de prisão.

O projeto acontece graças ao envolvimento de várias instituições da cidade de Três Lagoas, entre elas o Núcleo de Oncologia do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora.

Assessoria de Comunicação Agepen – Keila Oliveira

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