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terça-feira, 30 de junho, 2026

Exportação de carne para União Europeia pode gerar mais 20 mil empregos no MS

21/06/2016 – Atualizado em 21/06/2016

Por: Marcio Ribeiro com informações do Nova News

Mais de 20 mil empregos poderão ser gerados em Mato Grosso do Sul se cerca de 10 frigoríficos do Estado, que estão fechados ou com sua produção reduzidíssima, reabrirem e aumentarem sua produção por conta da medida da União Européia (EU) que decidiu, esta semana, ampliar para todo o Estado de Mato Grosso do Sul, a partir de 1º de julho, a área autorizada para exportar carne bovina ‘in natura’ para os países do bloco econômico. A previsão é de Rinaldo Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande e região (STIAACG).

“Hoje temos frigoríficos fechados ou com produção de carne reduzidíssima em cidades como Dourados (e região), Ponta Porã, Corumbá, Caarapó, Amambay, Iguatemi, Nioaque e Porto Murtinho”, afirma o sindicalista, que pede um empenho maior dos governos com os empresários, para que a reabertura e o fortalecimento dessas unidades de abates e exportação sejam readequadas para atender o mercado externo.

A boa notícia da ampliação de municípios do Estado, aptos para exportar para a comunidade europeia foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa). A União Europeia levou em consideração o cumprimento de compromissos assumidos em 2015 pelo governo de Mato Grosso do Sul com o Mapa e pela parceria com os produtores.

“Não temos dúvida de que essa nova condição comercial vai permitir o retorno de centenas de profissionais da indústria frigorífica ao mercado de trabalho. Calculamos que o número pode girar em torno de 20 mil”, afirma Rinaldo Salomão. “Com esses profissionais, Mato Grosso do Sul pode voltar a se destacar na exportação de carne in natura ou semi industrializada para o mercado europeu.

O sindicalista lembrou que MS é o maior produtor de rebanho de corte do País, com mais de 20 milhões de cabeças de gado. Entretanto, a indústria não tem correspondido com a grandiosidade desses números. “Estamos exportando muito pouco. Precisamos não apenas recuperar os números de exportação de antes, bem como aumentarmos ainda mais para gerar emprego e renda para o Estado, aquecendo a economia da região”, afirmou.

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