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quinta-feira, 9 de abril, 2026

MS perde R$ 3,3 bilhões por ano com violência no trânsito, aponta estudo

21/06/2016 – Atualizado em 21/06/2016

Por: Marcio Ribeiro com Campograndense News

Mato Grosso do Sul perdeu o equivalente a R$ 3,31 bilhões no ano passado com a violência no trânsito, apontam dados do estudo “Estatísticas da Dor e da Perda do Futuro: novas estimativas”, do economista Claudio Contador, diretor do CPES (Centro de Pesquisa e Economia do Seguro), da Escola Nacional de Seguros. O impacto na economia é provocado pelos 9.589 casos de invalidez permanente e a morte de 738 pessoas, resultantes de colisões e atropelamentos.

Tendo como base os indicadores do DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), o relatório refere-se à interrupção da atividade produtiva como resultado da incapacidade de trabalho e aponta perda equivalente a 4,78% do PIB (Produto Interno Bruto) estadual. Segundo Claudionor, 13.249 pessoas estiveram envolvidas em acidentes de trânsito, incluindo feridos sem sequelas.

O objetivo do estudo é alertar as pessoas sobre violência no trânsito e suas consequências, além de comparações com arrecadação pública e investimentos para a população. O valor das perdas supera o orçamento de Campo Grande, que é de R$ 2,6 bilhões, além de ser quatro vezes superior ao orçamento destinado à saúde no município (R$ 876 milhões).

Co-autora do estudo e coordenadora do CPES, Natalia Oliveira explica que 90,4% das vítimas se concentram na faixa etária de 18 a 64 anos e pertencem a um grupo em plena produção de riquezas para a sociedade. Conforme a pesquisa, o impacto econômico causado pela perda de mão de obra é chamado de VEV (Valor Estatístico da Vida), ou seja, o quanto a pessoa deixa de produzir anualmente por morte ou invalidez. No Brasil, este valor é de R$ 2.200 e no Estado do Mato Grosso do Sul de R$ R$ 2.150.

Do total de óbitos, 75% são homens e 25%, de mulheres. Entre os homens mortos, 92% têm entre 18 e 64 anos. Os acidentados estão concentrados na faixa etária de 18 a 64 anos (90,4%).

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