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terça-feira, 7 de abril, 2026

Faxineira que teve perna amputada pode sair do CTI nesta terça-feira

14/06/2016 – Atualizado em 14/06/2016

Diálogo ainda é restrito por conta da garganta machucada com tubo de oxigênio

Por: Neto com informações do Correio do Estado

Quase 10 dias após o acidente ocorrido no dia 4 de junho, no cruzamento da Avenida Fábio Zahran com a Avenida das Bandeiras, em Campo Grande, a faxineira Simone Maria da Silva, de 29 anos, internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da Santa Casa da Capital, respira sem ajuda de aparelhos, conversa e pode ser transferida para a enfermaria amanhã.

Conforme Dayana Franco, cunhada e amiga de infância da vítima, Simone foi desentubada e acordou na quinta-feira (9). “Como ela acordou agitada teve que ser sedada porque não podia ficar se mexendo. Mas hoje ela já está mais calma, apesar de muito triste”, contou a amiga.

Durante as poucas palavras que Maria Ramona Ortiz, sogra de Simone, conseguiu trocar com ela, os pedidos de voltar para casa encontrar com os filhos eram constantes. “Ela está muito preocupada com as crianças, é muito apegada a elas”, ressaltou Maria, que atualmente cuida dos três netos, de 11, 5 e 2 anos, enquanto a nora se recupera do acidente.

Devido ao longo período de entubação, a garganta da faxineira ficou machucada e ainda é dolorido conversar, de acordo com Dayana. “Hoje minha mãe foi lá e ela está meio sedada, mesmo assim conversou e pela feição dela entende tudo. Fica feliz quando alguém vai visitá-la. Quando minha mãe falou das crianças escorreram lágrimas dos olhos dela”.

Apesar da melhora no quadro de saúde, não há previsão de alta. Na hora do acidente pessoas comentavam que ela nunca mais andaria, porém, após amputar parte de uma das pernas, a outra perna foi operada e pinos foram implantados. “Ontem ela reclamou de dor nas pernas, tomou morfina e dormiu.

FALTA DE CONTATO

Depois de quase 10 dias da data em que, alcoolizado, Alisson Morais Cordeiro, de 32 anos, furou o sinal vermelho, bateu na moto da faxineira e deu novo rumo à vida dela, a família alega que até o momento ninguém por parte do condutor procurou para ver se precisavam de ajuda, como nas despesas com medicamentos, por exemplo.

“Advogado dele falou durante entrevista que ele ia entrar em contato, porém, até agora nada. Ele disse que estava abalado, mas quem está abalado não tem cabeça para viajar, como ele fez”, enfatizou Dayana. Conforme ela, o rapaz está com cinco advogados no caso e na sexta-feira (10) teve autorização do juiz para viajar e voltar hoje até as 18h.

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