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Amorim, Giroto e mais 6 investigados pela PF têm prisão preventiva decretada

16/05/2016 – Atualizado em 16/05/2016

Justiça já bloqueou R$ 43 milhões

Por: Midiamax

A juíza Monique Marchioli Leite, que decretou as prisões de 15 pessoas na segunda fase da operação Lama Asfáltica, na última terça-feira 10), determinou a prisão preventiva de oito dos envolvidos.

A Polícia Federal ainda não se pronunciou, mas a equipe de reportagem do Jornal Midiamax apurou que a decisão coloca em prisão preventiva o empresário João Amorim, o ex-deputado federal e ex-secretário Edson Giroto e a esposa dele, Rachel Giroto, Ana Paula Amorim Dolzan, filha de João Amorim, Flavio Henrique Garcia, empresário do interior de São Paulo, Elza Cristina Araújo, secretária e sócia de Amorim, o ex-diretor da Agesul, Wilson Roberto Mariano de Oliveira e a filha dele Mariane Mariano de Oliveira.

A Lama Asfáltica investiga irregularidades em obras e serviços do governo. As irregularidades começavam desde a licitação, segundo delegados da PF. Segundo as apurações, sob comando do ex-governador André Puccinelli e de Giroto, a Secretaria de obras do Estado incluía clausulas injustificadas nas licitações, impedindo que outras empresas que ganhassem o certame para tocar as obras.

Elza Cristina Araújo dos Santos Amaral foi sócia e secretária de João Amorim, e é apontada como responsável pelo pagamentos de propina e que também agilizava junto à Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) a liberação das verbas para as empresas do grupo que prestavam serviços ao governo do Estado.

Beto Mariano, como é conhecido, foi ex-deputado estadual, ex-prefeito de Paranaíba e funcionário de carreira da Agesul. Foi um dos braços direitos de Giroto, com quem protagonizou investigação em inquérito do MPE (Ministério Público Estadual), que apurou irregularidade na aquisição de uma fazenda de 1,1 mil hectares em Coxim.

Um dos advogados do casal Mariano, Carlos Henrique de Oliveira, informou que está “estudando qual medida vai tomar, se vai ser um pedido de revogação da prisão ou um habeas corpus”.

lista dos 15 envolvidos presos no início da semana ainda inclui: André Luis Cance, Ana Lúcia Amorim, Ana Cristina Pereira da Silva, Maria Casanova, Helio Yudi Komiama e Evaldo Furrer Matos.

Maria Wilma Casanova Rosa foi ex-diretora-presidente da Agesul durante a gestão de André Puccinelli e chefe de gabinete de Giroto.

Com o grupo, a Polícia Federal apreendeu R$ 475 mil em espécie e mais 50 mil dólares, que convertidos em reais, somam em torno de R$ 170 mil, totalizando mais de R$ 640 mil.

Dinheiro apreendido com o grupo (Divulgação)

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